Ratzinger e a Natureza do Deus revelado a Abraão

“Com a centralidade do amor, a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu a esse núcleo uma nova profundidade e amplitude.” – Bento XVI. Deus é Amor. São Paulo – SP: Paulus & Loyola, 2006. Introdução, 1, p. 7. [Dado em Roma no dia 25 de Dezembro de 2005]. (Coleção: “Documentos do Magistério”).

Joseph Ratzinger (1927 -) inicia a sua resposta sobre as origens da fé cristã nos primórdios da religião de Israel. Ali ele encontra a figura de Abraão. No livro Fé, Verdade e Tolerância: O Cristianismo e as Grandes Religiões do Mundo, publicado originalmente em 2005, antes de tratar sobre o Deus de Abraão, Ratzinger diz que sua “… intenção neste estudo se encaminha para, por assim dizer, descobrir a racionalidade interna do cristianismo.” [1] Esta descoberta exige a seguinte pergunta:

…o que, na decadência das religiões do mundo antigo, deu ao cristianismo aquela força de convicção que lhe permitiu, de um lado, deter o declínio daquele mundo e, por outro, transmitir às novas forças que surgiam no cenário da história universal – os germanos e os eslavos – suas respostas, de tal maneira que, salvo algumas rupturas e fraturas, teve origem uma forma de entendimento da realidade que durou mais de um milênio e meio, na qual puderam fundir-se o antigo e o novo mundo[?] [2]

Abraão-Portal-Conservador-Teologia

O caminho para uma resposta coerente inicia exatamente com Abraão. Nele podemos observar duas concepções: (1) a fé, e (2) a natureza do Deus que o chama. Ratzinger (1927 -) trabalha a primeira em uma conferência pronunciada na Emissora Radiofônica da Baviera, que foi ao ar em dezembro de 1969. Esta foi posteriormente publicada no livro Fé e Futuro, em 2008. Ratzinger diz: “A Bíblia, que descreve a primeira etapa da história da fé e que, ao mesmo tempo, apresenta um padrão constante, cita Abraão como a grande figura exemplar do crente, o homem que, por volta do ano 2000 a.C., iniciou o seu caminho, em cuja meta se encontra a figura de Jesus de Nazaré.” [3] Abraão é o nosso exemplo de fé; no entanto, ele é um personagem distante de nós por séculos. À vista disso, Ratzinger se pergunta se não seria mais fácil interpretarmos a atitude da fé numa das figuras que estão mais próximas de nós tanto no tempo como na sensibilidade. A isto, ele responde:

Mas talvez seja precisamente esse o elemento característico da fé bíblica, que não só se liga através das fronteiras da linguagem e dos povos, mas também atravessa a distância dos séculos; talvez seja também característico ter uma história, ser um caminho que no princípio parece totalmente diferente do que será mais tarde e – note-se bem – continua a ser a única estrada do homem para Deus. [4]

Em termos de conteúdo, a fé de Abraão foi expressada de forma diferente da nossa hoje. Isso porque ainda está sendo desenvolvido o conteúdo da própria fé, e também porque a natureza do Deus que chama Abraão ainda está sendo revelada. Ratzinger (1927 -) afirma:

A pergunta sobre quem era então verdadeiramente o Deus de Abraão ainda se discute como antes, embora hoje as inúmeras descobertas de inscrições tenham deitado por terra as teses demasiado revolucionárias e mostrado que a tradição bíblica, depois de ponderada durante algum tempo, é de longe mais digna de crédito. [5]

Aqui temos a segunda concepção: a da natureza do Deus que chama. Ratzinger (1927 -) diz: “… Abraão foi um homem que se sabia chamado por Deus e que conformou sua vida a partir desse chamado.” [6] Uma comparação que Ratzinger costumeiramente faz é entre Abraão e o filósofo grego Sócrates (469 – 399 a.C.). Podemos aqui enumerar duas delas. Na primeira, ele escreve: “Como comparação, pode-se pensar em Sócrates, a quem um daimonion proporcionou uma notável forma de inspiração: não lhe revelou, na verdade, nada de positivo, tendo-lhe antes obstruído o caminho quando queria entregar-se exclusivamente às próprias ideias ou aderir à opinião geral.” [7] Ratzinger compara o chamado de Abraão com os relatos em que Sócrates fala sobre o daimonion. A questão se resume no fato de que em Abraão vemos um chamado positivo, em que os aspectos da natureza de Deus e de sua providência são assegurados de forma mais clara do que no caso de Sócrates.

Na segunda comparação, temos como contexto a explicação de Ratzinger (1927 -) entre os Magos que foram guiados pela estrela até o menino Jesus (cf. Mt 2,2), e os judeus que souberam do nascimento de Cristo através das profecias que indicavam o local onde ele iria nascer (cf. Mt 2,4-6). Esta comparação se encontra na obra A Infância de Jesus, publicada em 2012. Ali, Ratzinger diz: “Os homens de que fala Mateus não eram apenas astrólogos; eram ‘sábios’: representavam a dinâmica de ir além de si próprio, que é intrínseca à religião; uma dinâmica que é busca da verdade, busca do verdadeiro Deus, e consequentemente, também filosofia no sentido originário da palavra.” [8] Partindo desta interessante divisão, a saber, a religião revelada (a Escritura), e a religião natural que revela algo sobre Deus (a estrela que guia os Magos), Ratzinger fala de Abraão e Sócrates (469 – 399 a.C.). Ele afirma que os Magos unem os dois conceitos de religiosidade:

Podemos, com razão, afirmar que representam o caminho das religiões para Cristo, bem como a autossuperação da ciência rumo a ele. De certo modo encontram-se na esteira de Abraão, que parte após ser chamado por Deus; por outro lado, encontram-se na esteira de Sócrates e do seu questionamento, para além da religião oficial, sobre a verdade maior. Nesse sentido, esses homens são antecessores, precursores, indagadores que desafiam todos os tempos. [9]

Retornando ao nosso tema, precisamos responder à pergunta que foi feita acima: quem era verdadeiramente o Deus de Abraão? Em síntese, Ratzinger (1927 -) responde:

Abraão venerava o Deus El, conhecido em todo o Oriente de então e adorado em diversos lugares como o Criador do universo, como o Deus mais elevado, aquele que estava acima de todos os deuses e era designado por múltiplos nomes, como o Altíssimo, o Eterno, o Todo-Poderoso, o Omnipotente, o Omnisciente. [10]

Esta resposta nos faz observar uma ponte entre Abraão e alguns aspectos da religião oriental de sua época. Ratzinger (1927 -) amplia seu raciocínio nesta questão em sua Magnum Opus, chamada Introdução ao Cristianismo. O livro foi escrito originalmente no fim da década de 1960, e foi reeditado várias vezes. A última versão em português é do ano de 2014. [11] Ali, Ratzinger afirma que o Deus de Abraão se chamava El ou Elohim. Mas, aqui há uma questão interessante. Não é este nome algo próprio daquela região? Sim, é verdade; El era uma divindade marcada pelo seu caráter social e pessoal. Por isso, Ratzinger afirma que os Deus escolhido pelos patriarcas “… se distingue na tipologia religiosa pelo fato de ser um numen personale (um Deus pessoal) e não um numen locale (um Deus local).” [12] O que significa isso? Precisamos, para entender, nos recordar que a experiência religiosa da humanidade se inflama em lugares sagrados, onde o divino se torna perceptível através de uma fonte, uma árvore, ou de um fenômeno incomum. Por isso,

Surge, então, o risco de o lugar da experiência divina e da própria divindade se fundirem para o ser humano, de modo que este começa a acreditar numa presença especial do divino naquele lugar, convencido de que em outro lugar não poderia acontecer o mesmo; assim, aquele lugar se transforma num lugar sagrado em que habita a divindade. [13]

Mas, por causa de uma necessidade interna, há uma multiplicação desses lugares, fazendo com que exista um grande número de divindades locais. Ratzinger (1927 -) afirma:

Diante da tendência pagã ao numen locale, ou seja, à divindade determinada e limitada localmente, o Deus dos pais representa uma decisão completamente diferente. Ele não é o Deus de um lugar, mas o Deus de seres humanos, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, e que, por isso mesmo, não está ligado a um lugar, pois está presente e exerce o seu poder em toda parte em que há seres humanos. Assim, chega-se a uma maneira totalmente diferente de pensar sobre Deus. Deus é visto no plano do eu e do tu, não num plano espacial. [14]

Em outro texto, Razinger (1927 -) reforça sua convicção de que o Deus dos patriarcas “… não é o Deus de uma nação determinada, de um determinado país, não é o Deus de um âmbito determinado da realidade, como por exemplo, da água, do ar etc., que eram, no contexto religioso da época, as mais importantes formas de manifestação da divindade.” [15] Ele é o Deus de uma pessoa: Abraão. Este, além de adotá-lo como o seu Deus pessoal, também o tornou o Deus de sua família. Mas, é claro que Abraão sabia distinguir entre a natureza do Deus que lhe chamou, e o conceito mais lato do nome El. Ratzinger diz:

Não é preciso presumir que Abraão contestava a existência de outros deuses; a sua particularidade reside toda no nexo que acabamos de indicar: por toda a parte havia o culto de El, o Criador, o Altíssimo e por toda parte os deuses da família eram designados pelo nome do homem respectivo: o deus assim e assado. Abraão encontrou em El o Criador, e simultaneamente o seu deus de família: ele sabia-se interpelado de forma totalmente pessoal exatamente por Ele, o Altíssimo, o Senhor do universo. [16]

Daqui, temos quatro consequências interessantes. A primeira é que o Deus que chama Abraão tem poder sobre todos os lugares. Isso implica que ele pode enviar Abraão para onde quiser; pode acompanha-lo e protege-lo em sua jornada. Diz Ratzinger (1927 -): “Do mesmo modo, a promessa da terra não faz d’Ele o Deus de um país, que, então, seria unicamente seu. A promessa mostra, antes, que Ele pode dar terras conforme quiser. Podemos, então dizer: o Deus pessoa atua translocalmente.” [17]

A segunda é que esse Deus é transtemporal. Ele fala do futuro e promete que Abraão herdará a benção e a terra. Ratzinger (1927 -) afirma: “Isso significa que, obviamente, Ele pode dispor do futuro, do tempo. Para o homem a Ele ligado, isso implica uma atitude bastante peculiar. Ele precisa viver sempre ultrapassando o presente; viver orientando-se para algo diferente, maior. O presente é relativizado.” [18] Este olhar para o futuro nos leva a refletir sobre a verdadeira natureza da fé de Abraão. Deus prometeu ao seu adorador uma posteridade e uma terra, ou seja: futuro, riqueza e segurança. Foi esta promessa o fator motivacional que o fez sair em rumo ao desconhecido, a viver pela fé. Abraão ouve a voz de Deus e vai para o lugar prometido. Ele, assim, troca o que pode ser calculado pelo que é incerto, por uma palavra, por um chamado. Assim resume Ratzinger: “Encontrou Deus e entrega o seu futuro nas suas mãos, ousa por Ele um novo futuro, que de início é obscuro. A palavra ouvida é para ele mais real do que aquilo que pode ser calculado, do que aquilo que pode agarrar.” [19] Entregar o seu futuro nas mãos de El fez com que o conceito da realidade se alterasse para Abraão. Ratzinger explica: “O futuro ganha primazia em relação ao presente e a palavra ouvida supera aquilo que se pode tocar. Deus é para ele mais importante do que ele próprio e do que as coisas que ele pode abranger com o seu olhar.” [20] A esperança no futuro faz com que Abraão se coloque a caminho. Ele já não pertence mais a nenhum lugar específico, é um estrangeiro, um hóspede que confia na promessa divina. Sendo assim, conclui Ratzinger:

Ele não é uma força da natureza, em cuja epifania se revela o poder eterno da natureza, o retorno sem fim; ele não é um Deus que remete o ser humano à repetição imutável dos ciclos cósmicos, e sim aquele que aponta para o futuro que é o objetivo de sua história, para o seu sentido e a sua meta definitivos; ele é visto como o Deus da esperança num futuro cujo rumo é irreversível. [21]

A terceira é que este Deus é Santo. A história de Abraão nos mostra que o homem deve se orientar para algo diferente e maior: o Deus que tem como singularidade o conceito de “santidade”. Aqui vemos que a dignidade do homem está ligada com a santidade de Deus. Segundo Ratzinger (1927 -), isso é bem visto na história de Sodoma e Gomorra, pois

Nela se manifesta, de um lado, a indulgência, a bondade desse Deus que, por causa de alguns bons, está pronto a poupar também os maus; mas, por outro lado, manifesta igualmente sua negativa a qualquer perturbação da dignidade humana, o que se traduz no justo julgamento das duas cidades. [22]

A quarta é que este Deus é pessoal e poderoso. Aqui Ratzinger (1927 -) trabalha com a questão da escolha sublime que os patriarcas fizeram. Segundo ele, “Decidindo-se por El, os pais de Israel fizeram uma escolha da maior importância: a favor do numen personale e contra o numen locale, a favor do Deus pessoal que se relaciona com as pessoas e que pode ser pensado e encontrado no nível do eu e do tu e não, primariamente, em lugares sagrados.” [23] E esta escolha, além de recair sobre o Deus que é pessoa, também recai sobre o Deus que é poderoso. Desta forma, “A escolha não recai sobre um poder qualquer que atua num lugar qualquer, e sim exclusivamente sobre aquele poder que contém em si todo o poder e que está acima de todos os demais poderes isolados.” [24]

Por fim, falta-nos acrescentar ainda um último aspecto. Nos patriarcas vemos a fórmula El em muitos casos se transformar em seu plural, Elohim. Ratzinger (1927 -) explica esta transformação em dois conceitos: singularidade e Trindade. Sobre a singularidade de Deus, ele escreve:

Dispensando a análise dos detalhes complexos associados a esse processo, podemos esclarecer, simplesmente, que foi essa a maneira que Israel encontrou para realçar cada vez mais a singularidade de Deus; ele é um só, mas é tão diferente e excede tudo a tal ponto que ultrapassa até os limites do singular e do plural, situando-se além deles. [25]

Há também o aspecto do Deus Trino que pode ser derivado de Elohim. Ratzinger (1927 -) reconhece que “Embora não se encontre no Antigo Testamento, e de modo especial das suas primeiras fases, nenhum indício de revelação da trindade, esconde-se, no entanto, nesse processo uma experiência que há de permitir uma abertura para a doutrina cristã do Deus trino.” [26]

Percebemos com estas explicações, que o plural Elohim nos indica a singularidade de Deus, isto é, tudo o que é divino é Ele. Este conceito continuou não apenas nos patriarcas, mas também no desenvolvimento histórico de Israel. Ratzinger (1927 -) deixou isso claro na sua primeira encíclica como Papa Bento XVI, chamada Deus Caritas Est (Deus é Amor), publicada em 2005. Ele afirma que em Israel se viu a nova imagem de Deus:

Nas culturas que circundam o mundo da Bíblia, a imagem de Deus e dos deuses permanece, tudo somado, pouco clara e em si mesma contraditória. No itinerário da fé bíblica, ao contrário, vai-se tornando cada vez mais claro e unívoco aquilo que a oração fundamental de Israel, o Shema, resume nestas palavras: “Escuta, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!” (Dt 6, 4). [27]

O Shema ensina que “Existe um único Deus, que é o Criador do céu e da terra, e por isso é também o Deus de todos os homens. Dois fatos se singularizam neste esclarecimento: que verdadeiramente todos os outros deuses não são Deus e que toda a realidade em que vivemos se deve a Deus, é criada por Ele.” [28] É certo que a ideia de criação surge também em outros textos bíblicos (cf. Gn 1,1; Sl 104; etc.), e em todos eles se observa que a realidade não vem de um deus qualquer, mas do único Deus verdadeiro. Assim diz Gn 1,1 – “No princípio, criou Deus (Elohim) os céus e a terra.”

Heber Bertuci, 25 de agosto de 2015.

 

Notas:

[1] Ratzinger, Joseph. (Bento XVI). Fé, verdade, Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo. 2. ed. Tradução de Sivar H. Ferreia. São Paulo – SP: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio” (Ramon Llull), 2013. p. 135.

[2] Ibid., p. 135.

[3] Ratzinger, Joseph. (Bento XVI). Fé e existência. In: _____. Fé e futuro. Tradução de Conceição B. de Sousa. S. João do Estoril (Portugal): Princípia, 2008. p. 34.

[4] Ibid., p. 35.

[5] Ibid., p. 36.

[6] Joseph Ratzinger (Bento XVI), Fé, verdade, Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo, p. 135.

[7] Ibid., p. 135 – 136.

[8] Ratzinger, Joseph (Bento XVI). A infância de Jesus. Tradução de Bruno Bastos Lins. São Paulo – SP: Planeta, 2013. p. 82. [3ª Reimpressão].

[9] Ibid., p. 82.

[10] Joseph Ratzinger (Bento XVI). Fé e existência. In: _____. Fé e futuro, p. 36.

[11] Cf.: Ratzinger, Joseph (Bento XVI). Introdução ao Cristianismo: preleções sobre o símbolo apostólico. Tradução de Alfred J. Keller. 7. ed. São Paulo – SP: Loyola, 2014. 268 p. [Com um
novo ensaio introdutório].

[12] Ibid., p. 91 – 92.

[13] Ibid., p. 92.

[14] Ibid., p. 92.

[15] Joseph Ratzinger (Bento XVI), Fé, verdade, Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo, p. 136.

[16] Joseph Ratzinger (Bento XVI). Fé e existência. In: _____. Fé e futuro, p. 36 – 37.

[17] Joseph Ratzinger (Bento XVI), Fé, verdade, Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo, p. 136.

[18] Ibid., p. 136.

[19] Joseph Ratzinger (Bento XVI). Fé e existência. In: _____. Fé e futuro, p. 38.

[20] Ibid., p. 38.

[21] Joseph Ratzinger, Introdução ao Cristianismo: preleções sobre o símbolo apostólico, p. 93.

[22] Joseph Ratzinger (Bento XVI), Fé, verdade, Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo, p. 137.

[23] Joseph Ratzinger, Introdução ao Cristianismo: preleções sobre o símbolo apostólico, p. 92 – 93.

[24] Ibid., p. 93.

[25] Ibid., p. 93.

[26] Ibid., p. 93.

[27] Bento XVI. Deus é Amor. São Paulo – SP: Paulus & Loyola, 2006. I, 9, p. 16. [Dado em Roma no dia 25 de Dezembro de 2005]. (Documentos do Magistério).

[28] Ibid., I, 9, p. 16.