Antes dos disparos, atirador perguntava se suas vítimas eram cristãs

Chris Harper-Mercer (foto), de 26 anos, é o responsável pelo ataque na faculdade Umpqua Comunity College, do estado do Oregon (costa oeste dos Estados Unidos). Dez pessoas morreram e ao menos outras sete ficaram feridas. Ele teria nascido na Grã-Bretanha e posou com uma arma para uma foto postada na internet. Ele também parece ter postado material de apoio ao grupo extremista pró-independência irlandesa Exército Republicano Irlandês (IRA). Mercer também morreu na troca de tiros com a polícia.

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Apesar da escassez de informações seguras quanto a matéria, alguns sobreviventes do ataque relatam que antes de atirar nas vítimas, Chris perguntava se elas eram cristãs, o que pode denunciar sua intolerância religiosa. “Se diziam que sim, ele atirava na cabeça. Se diziam que não ou não respondiam, ele disparava nas pernas”, afirmou um pai, citando o depoimento da filha. O atirador perguntou especificamente às vítimas se elas eram cristãs. “Ele disse ‘Bom, porque você é cristão, você vai encontrar Deus em cerca de um segundo'”, teria dito o atirador, segundo uma testemunha, antes de fazer os disparos.

A estudante Kortney Moore, de 18 anos, disse que viu seu professor ser atingido na cabeça e que o atirador disse para todos se deitarem no chão. Depois, o atirador pediu para as pessoas se levantarem e dizerem suas religiões e, então, começou a disparar, disse a estudante ao jornal local.

Centenas de pessoas fizeram uma vigília no campus da universidade nesta sexta-feira (2) para as vítimas do tiroteio, que ocorreu na quinta-feira (1). A Umpqua Community College é uma faculdade comunitária do Estado do Oregon, e a turma que sofreu o ataque possui uma média de 38 anos de idade. A faculdade publicou no Twitter um aviso de que as atividades programadas para o próximo final de semana foram canceladas e que o campus ficará fechado até a próxima segunda-feira (5), sem mencionar o incidente.

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O presidente Barack Obama, por sua vez, aproveitou o episódio para mais uma vez fazer defesa do controle de armas. Também disse que “orações não são suficientes para a dor de perder parentes” e também “não previnem essa carnificina de acontecer em outro lugar dos Estados Unidos”.

“Somos o único país desenvolvido do mundo que presencia esses tiroteios a cada poucos meses”, disse Obama, que se referiu ao fato de que Estados que possuem legislações mais duras possuem menos mortes por armas de fogo […] Espero que eu não precise aparecer novamente [para se pronunciar sobre um tiroteio]. Porém, baseado em minha experiência como presidente, não posso garantir isso”, disse Obama.

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