Brasil: atual conjuntura e eleições

A eleição de outubro promete ser a mais aguardada e a mais disputada da história do Brasil. O motivo? Além de ninguém mais aguentar mais essa política, que se vê ameaçada, os brasileiros anseiam para respostas urgentes. Fato é que os eleitores estão fartos do centrismo que colocou o país nesse lamaçal sem fim, e se vendo completamente desolados e sozinhos, saem finalmente do pensamento de votar no “menos ruim”.

Não se pode flertar com o tortuoso, com o erro, muito menos com o ilegal. Os anseios da sociedade (saúde e educação sobretudo) são condicionadas a um elemento antecessor, que é a segurança. A segurança é o primeiro passo. Agora pergunto: Você se sente seguro quando sai na rua? A resposta é óbvia. Nos últimos dias, temos observado o STF (Supremo Tribunal Federal) chancelar a soltura de ladrões da nação que aniquilam os ideais de nosso país. Como podem permitir tamanhas atrocidades? Onde está o direito, onde está a segurança jurídica? O crime no Brasil compensa. Mas é o crime que se faz com milhões. Não pense você que se roubar para comer e for preso, vai ter um “habeas corpus” não. Aí você vai ver o lado de fora da festa da impunidade que os descalços não foram (e não serão) convidados. As várias solturas chancelam a morte de milhares de pessoas que a corrupção faz. Estamos desamparados. Os membros do Congresso Nacional estão preocupados, se não com suas cabeças (vide a Operação Lava-Jato), com as eleições, tão somente. Estamos desamparados.


Na política, se caminha olhando para as experiências tentadas, sejam elas de sucesso ou de total fracasso. É preciso que eleitor entenda que às vezes, é preciso um choque de gestão. Não podemos continuar alimentando esse sistema caro, lento e totalmente ineficiente que faz com que nós brasileiros nos tornemos reféns dentro de nosso próprio país. É preciso mudança e é preciso um candidato que não faça parte desse sistema, um candidato que tenha coragem de assumir suas opiniões, sejam elas sobre quaisquer temas sem medo das manchetes do dia seguinte. É preciso ter clareza. O povo não quer saber de conversa. O povo quer é ação. É preciso mudanças profundas no Brasil. O candidato a presidente que for conivente com o sistema atual certamente não irá nem propor mudanças de base, porque mudar a base do país é um autoaniquilamento. Sejamos francos, creem que os citados candidatos nas listas da Odebrecht, por exemplo, vão de fato modificar alguma regra nesse atual sistema de impunidade? É óbvio que não. É preciso um choque, é preciso um candidato com chances reais (preciso votar no candidato antissituação, simplesmente) de se eleger para assumir o controle do Brasil que não seja um vassalo da corrupção.

É preciso sapiência para que não caiamos no velho conto do comunismo humanitário, senhores. Por onde essa doutrina sanguinária passou e se implantou, milhões morreram. Dar muito poder ao Estado é um caminho perigoso. O verniz humanitário é uma casca fina que quando retirado, revela a face mais macabra e diabólica. O poder deve estar sempre na mão dos cidadãos, poder esse que não pode ser suprimido por qualquer ideologia.

O pensamento é claro: Se o candidato esteve no Executivo ou esteve ligado a ele, está automaticamente descartado. O Brasil não pode voltar a ter as mesmas caras…caras essas que nos colocaram nesse patamar tão periclitante (por ineficiência ou conivência). Nessa coluna, certamente não vou indicar o candidato ideal ou o que considero o melhor. As pessoas têm que ter a capacidade de escolher seus candidatos. Só digo para tomarem cuidados com os ditos “entendidos” da situação e sua prepotência típica e os intitulados “honestíssimos”, esses são os mais perigosos. Um candidato tem que ser como eu e você, que esteja atento as necessidades dos brasileiros, que não tenha medo de sair na rua e que se rebele contra a indústria da impunidade e dos gastos públicos milionários desse nosso Brasil.

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Ednardo Benevides

Ednardo Benevides é advogado no Rio de Janeiro. Procura em suas colunas estimular a capacidade do leitor na busca por informações. Suas colunas têm uma abordagem direta, que se aproxima do leitor possibilitando assim uma leitura mais cativante e escorreita.

Comentários

3 Comentários

  1. Cintia disse:

    Ótimo artigo!

  2. Cintia disse:

    Gosto muito dos artigos do site, só gostaria de fazer uma solicitação e se possível avaliem com carinho: Colocar a data da publicação. Obrigada!

    Parabéns pelo trabalho, é muito valioso!

  3. O país há mais de 40 anos vem sendo desmontado culturalmente, intelectualmente e eticamente. caíram por terra valores morais como honestidade, respeito às gerações mais velhas e o gosto pela aprimoração intelectual. A ideologia gramscista implementada em doses anabolizantes em nossa sociedade dá os frutos que todos conhecemos: gerações de estudantes relegados a mais profunda imbecilização, um futuro tenebroso, consequência de uma juventude que jaz na mais profunda incompetência e uma população absolutamente alienada aos principais fatores que podem propiciar o progresso de um país.

    Esse país está acabado; sua única saída residiria se por milagre, fossem reunidas personalidades capazes de pela liderança, exemplo, combatividade, riqueza de ideais e extremo valor patriótico fossem capazes de realizar um verdadeira faxina no mais amplo sentido em todos os quadros apodrecidos desse país, faxina e reeducação que durariam não menos do que uma década.

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