Em plena Páscoa, ataque suicida mata ao menos 65 e fere 300 no Paquistão

Um homem-bomba matou pelo menos 65 pessoas, muitas delas crianças, deixando mais de 300 feridos em um parque na cidade de Lahore, no Paquistão, onde centenas de famílias cristãs celebravam o domingo de Páscoa. O atentado suicida ocorreu por volta das 7h da noite, em um estacionamento do parque, uma hora em que ele estava cheio de famílias, predominantemente cristãs. Se as informações iniciais apontavam para mais de duzentos feridos, não tardou para que as autoridades de Lahore elevassem para mais de trezentos o número de feridos.

Ataque-Paquistao-27-03-2016-01

Um porta-voz dos serviços de socorro de Lahore, Jam Sajjad, explicou que o parque Gulshan-e-Iqbal tem uma área muito grande, com uma zona de atividades para crianças, e que na altura da explosão estava cheio de famílias que ali passavam o fim da tarde. O governo da província de Punjab, em que Lahore (a segunda maior cidade do Paquistão, com oito milhões de habitantes) é a capital, informou em sua conta na rede social Twitter que havia decretado “o estado de emergência em todos os hospitais da cidade e os três dias de luto oficial”.

A agência France Press apontou que o ataque suicida foi reivindicado por uma insurgência talibã do Paquistão. O jornal sul asiático Karachi Post identificou o homem-bomba como sendo Mohammed Yousuf, um estudante de uma escola corânica em Lahore. Javed Ali, de 35 anos, residente nas proximidades, onde o ataque ocorreu relatou à AFP que a explosão foi tão forte que quebrou as janelas de sua casa. “Tudo mudou, houve gritos e pó em todos os lugares”, disse ele. “Depois de dez minutos, eu fui lá fora. Havia restos humanos contra a parede da nossa casa. Havia pessoas chorando. Eu podia ouvir as sirenes das ambulâncias”. Javed Ali disse que o parque era especialmente popular com a celebração da Páscoa. “Havia muitos cristãos lá. Havia tantas pessoas que eu recomendei para minha família não ir”.

Galeria de Fotos

Este slideshow necessita de JavaScript.

Com informações da Agencia Frence Press (AFP)

Comentários

0 Comentário

Escreva um comentário





*