Islamofobia? Arábia Saudita deporta 40 mil imigrantes paquistaneses por “risco de terrorismo”

15.02.2017 – A Arábia Saudita deportou mais de 40 mil trabalhadores migrantes paquistaneses em apenas quatro meses, citando “preocupações com o terrorismo”. O Estado soberano, de profissão islâmica, relatou na semana passada que “um número de paquistaneses foram presos acusados de crimes de tráfico de drogas, roubos, falsificação e agressões físicas, incluindo estupros”. As autoridades temiam que alguns dos trabalhadores migrantes fossem ligados ao ISIS, ou como os sauditas chamam o grupo terrorista, Daesh. Outros migrantes foram deportados devido a residência expirada e licenças de trabalho revogadas.

“Neste contexto, Abdullah Al-Sadoun, presidente da Comissão do Conselho Shoura de Segurança, foi chamado para examinar cuidadosamente os paquistaneses antes de serem recrutados para o trabalho na Arábia”, acrescentou ao The Daily Wire. “Ele pediu uma coordenação mais estreita com as autoridades competentes no Paquistão para verificar cuidadosamente aqueles que vêm para trabalhar na Arábia devido ao envolvimento de um número de paquistaneses em grupos de terrorismo”.

Enquanto a Arábia há muito vem exportando o câncer ideológico jihadista do wahhabismo para mesquitas e centros islâmicos em todo o Ocidente, os sauditas têm-se orgulhado de seu esforço para livrar o Estado de terroristas, que podem vir a ameaçar a estabilidade e a soberania da monarquia saudita. Operações contra o terrorismo não são incomuns na Arábia Saudita. Na verdade, os agentes de combate ao terrorismo recentemente prenderam 15 paquistaneses nos bairros Al-Harazat e Al-Naseem de Jeddah por acusações relacionadas com o terrorismo.

Os paquistaneses viajaram para a Arábia Saudita em busca de trabalho. Muitos deles assumem empregos de baixa remuneração e perigosos na indústria da construção civil. “As estatísticas oficiais sauditas dizem que 243 mil paquistaneses foram deportados entre 2012 e 2015”, informa The Independent. “As deportações em massa de trabalhadores migrantes – que a organização Human Rights Watch e outras organizações de direitos dizem freqüentemente que os trabalhadores sofrem golpes ilegais e detenções em condições precárias – e que tudo isso é muito mais comum do que se imagina”.

De fato, a Arábia Saudita trata seus migrantes com uma apatia terrível.

Toda esta constatação faz surgir a pergunta: A Arábia Saudita é islamofóbica? Bem, se você está afirmando que a “proibição muçulmana” falsamente identificada pelo Presidente Donald Trump (recentemente declarada inconstitucional pela Suprema Corte) é islamofobia por causa do fato de que ele instituiu um congelamento temporário de vistos na aceitação de refugiados de apenas sete (de dezenas) países de maioria muçulmano no mundo, então certamente a deportação em massa da Arábia Saudita de dezenas de milhares de muçulmanos devido a preocupações com o terrorismo deveria soar também como islamofobia.

A Arábia Saudita está imune à acusação de islamofobia porque seus líderes são muçulmanos? Ou, melhor ainda, toda esta cruzada histérica da esquerda contra a “islamofobia” de Trump, é nada mais do que um arenque vermelho destinado a deslegitimar sua oposição política?

O resultado final é que cada Estado soberano, seja a Arábia Saudita, Israel ou os Estados Unidos, tem o direito de defender suas fronteiras e regular quem entra no país. Todo Estado soberano tem o direito, talvez até o dever, de proteger seus cidadãos contra as ameaças estrangeiras, particularmente em relação às ameaças terroristas.

Traduzido por Portal Conservador. The Daily Wire.

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