Monsieur le Président

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Guilherme Stumpf

Graduando em Direito pela UFRGS. Professor e tradutor.

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No dia 19 de setembro ocorreu a 72º Assemblei-Geral da ONU, em Nova York. Seguindo a tradição, o Brasil iniciou os trabalhos. O presidente Michel Temer, em sua fala, ressaltou a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU, pleiteando o ingresso de novos países como membros permanentes. Defendeu também a adoção de políticas econômicas de caráter liberal e criticou o protecionismo econômico. Além disso, demonstrou preocupação com a situação política da Venezuela e o número de imigrantes oriundos deste país. Ressaltou ainda a queda de 20% do desmatamento da Amazônia e o sucesso das reformas econômicas de seu governo.

O presidente Donald Trump seguiu pelo mesmo caminho: destacou o sucesso da economia americana sob sua administração – algo efetivamente notável. Criticou veementemente os regimes venezuelano e norte-coreano, além do tratado nuclear firmado entre Irã e EUA – tido como grande trunfo diplomático do governo Barack Obama. O que chamou a atenção, no entanto, foi o discurso do presidente francês, Emmanuel Macron: ressaltou a importância do acordo Irã-EUA, criticou o que chamou de “patriotismo e orgulho de cada nação” e destacou os problemas sírios.

Eleito com o projeto de realizar modificações econômicas estruturais – como a reforma da previdência, por exemplo – Macron possui, também, uma pauta progressista: defende a união homoafetiva, aborto e questões ambientais. Com apoio parlamentar suficiente para aprovação de suas propostas, o presidente francês também pretende reformar o sistema educacional.

Ainda que adote medidas econômicas liberais, Macron segue uma linha favorável à União Europeia. Como sócio do famoso banco Rothschild, o chefe do governo francês guarda relações com os movimentos globalistas. Ademais, defende a abertura das fronteiras para a massa de imigrantes provenientes do Oriente Médio que acabarão por destruir a tão respeitada cultura europeia.

Ainda que cite De Gaulle, Macron está bastante distante do general. Ao que tudo indica, durante seu governo, a França permanecerá como uma província europeia controlada e administrada pela Alemanha da Sra. Merkel.

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