O casamento como bolsa de estudos

Como toda boa mulher dentro da nossa cultura tida por muitos como machista e patriarcal, ela crê que a obrigação de prover a casa é do homem. Como toda boa feminista de conveniência, ela crê que essa história de trabalho doméstico ser executado pela mulher é coisa do passado. Como toda boa carreirista, ela crê que precisa fazer uma faculdade e conseguir uma posição de alto status e boa remuneração. Como toda boa moça de família, ela pensa em se casar. E como toda mulher minimamente consciente, ela sabe que não pode demorar muito a fazer isso, do contrário não terá tempo de encontrar um pretendente, namorar, casar e ter seus filhos antes dos 35 anos, considerado a idade limite para uma gravidez saudável.

Ocorre, porém, que dos 18 aos 25 anos, período da vida em que uma pessoa responsável para com seus estudos faz faculdade, ela estava ocupada demais se divertindo. Como toda mulher moderna, ela sabe que curtir a vida é necessário. Festa vai, festa vem, até que ela percebe que já está chegando aos 25 e nem sequer entrou na faculdade. Seus relacionamentos, alguns tão efêmeros quanto uma noite de festa, outros um pouco mais duradouros, mas não o suficiente para evoluir para algo mais sério, acabaram-se todos e ela não tem nenhum candidato a marido. De repente a ficha cai e ela vê que é hora de correr atrás do prejuízo.

Ela encontra um bom rapaz. Estudioso. Diligente. Trabalhador, de preferência concursado, com um salário suficiente para sustentar uma família. Se já tiver um imóvel financiado melhor ainda. Carro próprio? Ela nem faz mais tanta questão disso quanto fazia há algum tempo atrás, quando colocava isso como condição sine qua non para que um homem pudesse desfrutar as delícias do seu “amor”. Apesar de esse rapaz ter uma aparência minimamente aceitável, o suficiente para ela não ter vergonha de mostrá-lo às amigas, ele está longe de ser o moreno claro sarado estilo latin lover para o qual ela dava atenção antes. Esse rapaz estudou. Conseguiu uma boa colocação no mercado de trabalho e agora ele é um bom partido. Um “homem pra casar”.

Ela então faz de tudo para engatar um relacionamento com esse homem. Usa todo o poder de sedução aprendido durante o tempo em que “curtia a vida”. O rapaz, não tão experiente quanto, afinal ele foi tratado como um lixo pela maioria das mulheres até bem pouco tempo atrás, acaba se envolvendo e eles começam a namorar. Ela trata logo de tornar sério esse relacionamento. Cobra dele que a visite, que conheça a família dela, que conviva com seus parentes. Se ele morar sozinho, ela passa a visitá-lo e a deixar um objeto pessoal dela na casa dele hoje, outro amanhã e assim vai. Ela quer se casar. Mas o que ela espera do casamento?

Ela espera poder morar com ele, na casa dele e ser sustentada por ele, enquanto ela faz sua faculdade, que muitas vezes ele pagará. Durante o tempo em que o jovem homem trabalha, paga seu imóvel e procura investir parte do dinheiro que ganha pensando no futuro, ela procura melhorar profissionalmente e se qualificar. Muitas vezes entra em um emprego de meio período, afinal de contas ela é uma mulher moderna e independente e não quer pedir dinheiro ao marido. Isso fica pras “amélias”. Ocorre, porém, que a nossa “heroína” não tem qualificação profissional e vai ganhar pouco. No máximo o suficiente para manter seus estudos. Ela receberá do marido moradia com água, luz e gás, roupa, alimentação, saúde e lazer. Muitas vezes até mesmo o transporte, já que ele vai buscá-la e deixá-la na faculdade.

Ou seja, ela conseguiu uma bela bolsa de estudos ao se casar e está no caminho para se tornar uma mulher bem sucedida. E o casamento, como fica? Ela passa o dia fora e chega em casa tarde da noite, afinal, é uma mulher esforçada que trabalha e estuda. Seu marido não tem uma esposa. Ele sustenta uma universitária. Todos sabem que um casamento requer sentimento, carinho, sexo, presença, companheirismo, cumplicidade. Esse casamento não tem nada disso. Serão 5 longos anos em que o casal mal vai se ver na hora de dormir. Tempo suficiente para o desenrolar de casos extra conjugais. Esse casamento não terá futuro. E o que o homem lucra em um relacionamento assim? O que ele está ganhando ao dar essa magnífica bolsa de estudos para a sua amada? Enquanto ele trabalha para aumentar o patrimônio e sustentar a esposa para que a mesma estude, ela está com suas energias voltadas para algo que favorece unicamente a si mesma. Sorte se enquanto faz isso ela não aproveita para dar umas puladas de cerca com algum “cara com pegada” que ela conheceu na faculdade.

E quando, depois que ela tiver seu diploma e seu bom emprego em mãos, ela resolver pedir o divórcio, o que sobrará para o homem nessa relação? Se você respondeu entregar metade do patrimônio construído ao longo do casamento a ela, acertou. Além de uma bela pensão que comprometerá no mínimo uns 30% de sua renda caso esse casamento bolsa de estudos tiver dado algum fruto.

Nenhuma mulher aceitaria ficar no lugar do homem na relação acima. Por um simples motivo: elas não são idiotas. No entanto, o número de homens que se submetem a isso é cada vez maior. Eu mesmo já recebi “propostas” vindas de namoradas que tinham esses planos. E a minha resposta? Disse na cara dura: “e o que eu ganho com um casamento desses? casar comigo não é bolsa de estudos”. Conheço casais que vivem nesse sistema.

Por que ser otário a esse ponto? Porque se permitir ser explorado a esse ponto meu amigo? O que você tem a ganhar com isso? É para isso que você vive? Foi para isso que atravessou a fase difícil da juventude, batalhando, se esforçando? Tudo bem que você queira ter uma família, criar seus filhos e isso é nobre e louvável de sua parte, mas por causa desse sonho você vai se permitir ser feito de burro de carga? Vá viver sua vida. Não aceite uma proposta tão desfavorável para você. Tenha amor próprio e inteligência suficiente para se recusar a ser feito de trouxa! E daí que você vai ficar sozinho? Dane-se. Ficar sozinho é melhor do que pagar esse preço tão alto só para tentar ter alguém que não vai te dar nada do que você espera de uma relação e que entrará na sua vida como um parasita, sugando o que puder de você e não oferecendo nada ou quase nada em troca. Diga não ao casamento como bolsa de estudos!

Autoria desconhecida.

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