O catolicismo é a maior religião dos Estados Unidos

Enquanto a mídia secular está arrotando o resultado das pesquisas do nosso ultra ortodoxo e confiável IBGE sobre a queda de católicos em terras brasileiras, nos Estados Unidos da América a situação concreta é bem diferente: na maior nação protestante do mundo agora o Catolicismo é a maior religião cristã com mais de 68 milhões de fiéis. Vejamos os dados:

1. The Catholic Church 68,202,492, [ranked 1 in 2011]

2. Southern Baptist Convention 16,136,044, [ranked 2 in 2011]

3. The United Methodist Church 7,679,850, [ranked 3 in 2011]

4. The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints 6,157,238, [ranked 4 in 2011]

5. The Church of God in Christ 5,499,875, [ranked 5 in 2011]

6. National Baptist Convention , U.S.A. , Inc. 5,197,512, [ranked 6 in 2011]

7. Evangelical Lutheran Church in America 4,274,855, [ranked 7 in 2011]

8. National Baptist Convention of America , Inc. 3,500,000, [ranked 8 in 2011]

9. Assemblies of God 3,030,944, [ranked 9 in 2011]

10. Presbyterian Church (U.S.A.) 2,675,873, [ranked 10 in 2011]

Bento XVI, na sua homília no “Yankee Stadium” de Nova Iorque, lembrou que “Nesta terra de liberdade religiosa, os católicos encontraram não só a liberdade para praticar sua fé, mas também para participar plenamente na vida civil, levando consigo suas convicções morais para a esfera pública, cooperando com seus vizinhos a forjar uma vibrante sociedade democrática.” De fato, na recém fundada federação americana, se instituiu uma realidade muito particular, podemos dizer que foi na terra estadunidense onde a Igreja Católica vivenciou maior liberdade sob um país majoritariamente protestante. Dessa forma, o clero americano pôde acolher com maior zelo os imigrantes de fé romana, principalmente vindos da Irlanda, num primeiro momento, e depois da Itália, Polônia e Alemanha, assim como sedimentar uma forte presença no país, seja através de instituições ou por meio do crescente número de vocações.

O futuro do catolicismo nas Américas, sobretudo nos Estados Unidos, é de grande importância para a Cristandade. A Europa está espiritualmente morta e em breve será tomada pacificamente pela Islã, pois os europeus de herança cristã não têm mais filhos, nem mesmo o suficiente para repor o declínio natural da população. Salvo um milagre, é um processo irreversível.

Da Europa se terá apenas a saudosa lembrança de um tempo cristão, que não voltará tão cedo, e que viverá talvez em pequenas ilhas isoladas, como os cristãos dos países maometanos do Oriente. Queira Nossa Senhora que aconteça um milagre e que a Europa volte a ser cristã. Talvez as profecias de Fátima se cumpram trazendo uma renovação católica no Velho Mundo. Talvez. Rezemos.

Em termos práticos, sem esperar pelo milagre, confiando no andar ordinário das coisas, as Américas são uma terra mais fértil para a semente do Evangelho.

O Brasil seria uma ótima terra de missão, com um povo mais dócil às verdades reveladas, com virtudes ainda inacabadas, herdadas da presença do catolicismo antes da crise pós-conciliar que devastou a vida espiritual do Ocidente. Os países da América Hispânica, catolicíssimos, devotíssimos de Nossa Senhora, também têm em si a potência de protagonizar o ressurgimento de uma civilização católica no Ocidente. Mas os Estados Unidos teriam um papel de cardeal importância, porque lá as instituições e os estado de espírito necessárias para isso já são uma realidade. Mesmo fortemente abalado pela crise conciliar, o catolicismo lá é mais pujante que em qualquer outra nação do Ocidente. Antes da crise conciliar essa pujança era uma coisa notável.

Só em 1955 foram 140 mil os protestantes convertidos e a população católica crescia em 1 milhão anualmente. Isso é uma coisa verdadeira assombrosa!

Alguns Bispos Americanos estão dando aula de evangelização. Há uma iniciativa da Conferência Episcopal Americana em fazer propaganda da fé católica em comerciais das mais populares emissores de TV. É como se a CNBB fizesse comercial da Missa Tridentina e a Globo anunciasse em horário nobre.

Veja por exemplo, o que a Arquidiocese de Nova Iorque produziu, um vídeo de ordenação de cinco jovens padres e questionando o telespectador sobre sua vocação.

O livro Todos os caminhos vão dar a Roma, do ex-pastor presbiteriano Scott Hahn e sua esposa Kimberly Hahn até hoje é responsável pela conversão de milhares de protestantes. Na obra, o casal relata o percurso de conversão e como foram vendo quanto a Sola Scriptura (“Só a escritura”) era incompatível com a mensagem de Cristo. É interessante, pois descreve a conversão de duas pessoas que tinham uma (falsa) ideia de catolicismo. O engraçado é que eles passaram admirar a fé católica através de sua moral, especialmente no que diz respeito a métodos reprodutivos, exatamente o ponto que a grande maioria dos católicos simplesmente não entende.

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A atração que os protestantes americanos tem pela Igreja é pelo seu conservadorismo, conservadora no sentido de guardar e conservar o que Cristo deixou a ela. Uma vez que muitos não suportam uma religião liberal, sempre vem no sentido de mudar aquilo que exatamente ela não pode mudar.

Maior igreja protestante dos Estados Unidos agora é católica

Depois que a mega-igreja protestante foi a falência, seu prédio foi comprado pela Diocese Católica do local, que a usará como sua nova catedral. Sem entrar no mérito da feiúra protestante da igreja, isso tem uma forte simbologia por trás. É uma virada da Igreja Católica nos Estados Unidos, que afinal começou muito pequena, e agora já é a maior denominação cristã dos Estados Unidos.

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O nome que foi dado à nova Catedral, aprovado pela Santa Sé, é Christ Cathedral (antes era chamada de Crystal Cathedral). As motivações são ecumênicas (nem tudo é perfeito); mas há um bom motivo para escolherem essa como sua nova Catedral, que afinal é um ponto turístico e já tinha se tornado referência em igrejas protestantes no país.

Lá, podemos ver o oposto do Brasil. Aqui o “padrão” é dizer-se católico, então temos muitos “católicos não-praticantes”. Lá, os não-praticantes são em maioria os protestantes, já que eles são a grande maioria da população. Como a grande parte dos protestantes no Brasil, os católicos dos Estados Unidos são ativos em sua Igreja.

Aqui está um vídeo da Catholic News Agency de uma ordenação na Diocese, onde foi apresentado o novo nome da Catedral e foi nomeado o seu vigário episcopal, o Pe. Christopher H. Smith:

Texto adaptado do portal Tradição em foco com Roma

Comentários

25 Comentários

  1. Foto de perfil de Renan Renan disse:

    Finalmente uma boa notícia.

    Quanto a Europa, os mulçumanos herdarão os restos dos restos da cristandade, eles podem herdar o espaço físico, mas nunca conseguirão se desenvolver como a Europa é hoje.

  2. Silva disse:

    Vocês deveriam ter mais respeito com os protestantes. Tenho certeza que vários leem o portal.

    Toda a história de liberdade e prosperidade dos EUA se formou sobre os princípios do pensamento protestante, enquanto a Europa -um continente católico- está sendo absolutamente pervertida.

    • Foto de perfil de Didier Didier disse:

      De fato, o conflito às vezes é inevitável. Mas estamos mais do que abertos ao diálogo… Todo protestante conservador é mais do que bem vindo! (Desejamos, na verdade, que eles passem a ler nossa seção de apologética!)

      **

      Só há um “mero detalhe” quanto a Europa.

      Se o continente está sendo pervertido, não pode ser pela atuação da Igreja Católica.

      Afinal, a Igreja é o último “baluarte” do conservadorismo no continente europeu, que está sendo paulatinamente tomada pelo islamismo. Não é preciso ser católico para reconhecer isto! Uma decadência da Igreja Católica na Europa vai selar o destino do continente de vez!

      Afinal, não há nenhuma instituição religiosa que seja de longe, comparável à Católica em termos de força política. O protestantismo vai se dividir em milhares de denominações.

      Como diz bem este texto e este outro (e como você logo constatará), o protestantismo entregou o relativismo moderno. Não tenha medo algum em fazer um exame das suas crenças, leia os textos com calma. Explore o site.

      Lembrar que até o século XVI (século das revoluções protestantes) o cristianismo era mencionado como “A Cristandade”. A língua europeia era o latim (língua oficial da Igreja) e todos os cidadãos eram católicos. Todos os cidadãos viam uns aos outros como pertencentes do mesmo Império. Na Idade Média haviam as cruzadas promovidas pelos Papas para defender a Europa. Quem a protegerá hoje? Evidente que não é nenhuma Igreja protestante. O retorno do catolicismo pelo continente defenderá a espiritualidade cristã da Europa.

      Lutero foi protegido pelas nobrezas europeias pelo interesse (mais do que óbvio) em tomar o poder da Igreja, o que permitiu a criação das Igrejas Nacionais. Que o diga Henrique VIII, fundador da Igreja Anglicana. Que tomou as posses da Igreja Católica dada a negativa do Papa em desfazer seu casamento.

    • Lucas disse:

      Ora, por favor, Silva – eu até entendo sua chateação por causa do destaque dado aqui à Igreja (pelo fato de você ser protestante), mas isso que você falou não está certo. [E a resposta que darei aqui não é nada pessoal, beleza? É só a respeito da sua opinião, que, a meu ver, está equivocada].

      Que princípios do pensamento protestante? Se você pegar um livro do pensador que ilustra a página deste site, o Russell Kirk, o “Roots of American Order” (“Raízes da Ordem Americana”), e uma dezena de outros livros você verá quais são mesmo os princípios fundadores da nação americana: as heranças romana, grega e católica (sim, católica: todo o sistema legal inglês – a Magna Charta, por exemplo – nasceu em um país católico, até a Inglaterra apostatar no século XVI; um dos pensadores que mais influência tiveram na formação na tradição legal inglesa e americana, Richard Hooker, apesar de anglicano, foi elogiado até por um papa; outro influente sobre o pensamento dos Fundadores foi Montesquieu, católico francês, muito mais do que os iluministas radicais ou Locke; outro – segundo Kirk – influente na fundação americana e no pós-independência foi Edmund Burke, anglicano, mas que guardava coisas muito mais afins com a tradição católica da lei natural que a protestante; etc.). É claro que tem a história dos EUA como refúgio protestante, fuga das perseguições religiosas na Inglaterra etc., mas a herança é a mesma do Ocidente, tão bem guardada pela Igreja. Fora isso, Tocqueville e outros historiadores falam que todo tipo de denominação protestante gozava de liberdade religiosa à época da colonização, EXCETO os católicos, que foram perseguidos nas primeiras colônias também por todo tipo de denominação protestante até as primeiras proteções legais para os católicos começarem a surgir, como as constituições dos estados, a Constituição americana e o Bill of Rights (no início, era possível ser puritano, calvinista, quaker, shaker, luterano, anglicano, congregacionalista, batista etc., MENOS católico).

      E nos EUA não existem perversão? Que me diz do aborto legalizado desde a década de 70 (com inúmeras denominações protestantes aceitando-o e justificando-o), o divórcio existir desde a colonização, a pornografia ser legalizada em muitos estados e produzida em escala mundial desde a década de 80, a tolerância com políticas de drogas de outros estados, a aceitação do controle de natalidade e contraceptivos (também justificados “teologicamente” pelos protestantes), a união homossexual e os movimentos radicais feminista, homossexual e de liberação sexual (com muitos protestantes aceitando e também justificando religiosamente, pastores publicamente gays e todo tipo de inovação sexual) etc., etc.

      E na Europa não existem países protestantes? Os países que aderiram às denominações protestantes foram os que mais sofreram – e ainda sofrem – maior secularização e os que mais rapidamente adotaram e adotam políticas liberais: Suiça, Suécia, Dinamarca, Noruega, Holanda, Inglaterra, Alemanha etc. etc. (e daí se eles são “prósperos” hoje? Prósperos com população ateia/humanista, aborto, eutanásia, drogas e mulheres sendo vendidas na vitrine, como na Holanda?) Os países tradicionalmente católicos foram os que mais resistiram – e por mais tempo – à adoção políticas liberais: França, Portugal, Espanha, Itália, Polônia, Irlanda etc. (estou falando por cima aqui, mas é só pesquisar quem primeiro cedeu em aborto, prostituição, pornografia, movimento gay, controle populacional e contraceptivos, etc.).

      Outra coisa: Os países católicos são os que mais resistem à islamização (a exceção da França, eu acho, por conta da imigração argelina e das colônias francesas africanas, Portugal, Itália, Polônia, Irlanda, Espanha, Andorra, Malta, e outros tantos que tem grande população católica, como Hungria e Croácia, resistem à islamização melhor do que tem ocorrido na Holanda, Alemanha, Suécia, Áustria, Suiça, Dinamarca). E olhando um pouco para trás e estudando história, você encontrará quem barrou os muçulmanos em Poitiers (no século VIII), quem expulsou os muçulmanos da península ibérica (nos séculos XIII, XIV, XV), quem impediu a vitória turco-muçulmana em Lepanto (no século XVI) etc., etc.

      Pra finalizar: as inovações liberais ou as “perversões” NUNCA acontecem na doutrina católica. Elas podem acontecer em países católicos, por culpa de governos liberais ou socialistas (como o aborto em Portugal e o aborto e a união gay na Espanha), mas nunca são justificadas ou aprovadas pela Igreja, quando é o contrário com os protestantes, pois o divórcio, os contraceptivos, a união homossexual e a liberação sexual, a pregação de pastores abertamente gays ou mesmo o aborto encontram justificativas religiosas por parte da maioria das denominações protestantes, enquanto a Igreja – por mais grave que seja a crise de catequese e de ensinamento da fé, por mais que existam padres liberais ou da teologia da libertação e por mais que existam católicos realmente liberais e que concordem com todo tipo de inovação e postura – NUNCA cedeu a pressões externas para qualquer mudança de doutrina (para mim, os maiores exemplos neste último século e meio são as repetidas condenações ao socialismo, desde quando ele surgiu [desde Leão XIII, passando por Pio X e Pio XI, até chegar a João Paulo II], a resposta quase que imediata da Igreja, quando os anglicanos começaram a aprovar o controle de natalidade na década de 30 [a Encíclica “Casti Conubii”, de Pio XI], a resposta à liberação sexual e a respeito dos contraceptivos na década de 60 [“Humanae Vitae”, de Paulo VI], às ordenações de mulheres pelos anglicanos, que seria estendida para a ordenação de gays pouco depois, a condenação veemente do aborto e da eutanásia em todas as circunstâncias e sem exceção [“Evangelium Vitae”, de S. João Paulo II e dezenas de outras fontes], etc., etc.).

      Outra coisa: Você fala como se o “pensamento protestante” fosse uno, incluindo nos EUA, quando o que ele mais foi, no início da colonização e no período de independência e pós-independência, foi dividido entre não duas ou três correntes, mas dezenas delas. É só pegar qualquer livro de história americana mais completo pra você ler (já citei lá em cima alguns protestantes, mas citarei mais aqui: unitarianos/unitaristas, metodistas, mórmons, adventintas [no século XIX, eu acho], milenaristas de todo tipo [incluindo uns que marcaram data e hora exatas para Jesus voltar], testemunhas de Jeová [séc XIX], presbiterianos etc., etc.). E você acha mesmo que esse é um pensamento unificado e, por isso, mais capaz de resistir a inovações e “perversões” que justificam todo tipo de política dos governos civis contrárias à doutrina que a Igreja Católica sempre sustentou?

      • Anderson disse:

        O que eu acho chato neste teu comentário é que quando é para falar de forma negativa dos protestantes, usaste o argumento, por diversas vezes, que parte dos protestantes foi permissiva com os acontecimentos progressistas nos países de primeiro mundo, mas, quando se trata da Igreja Católica (nossa…) sai quase nenhuma crítica. Até parece que a Igreja Católica permaneceu sempre santa… E muitos países ditos católicos estão cheios de promiscuidade, Portugal, Espanha, França e outros têm noites reconhecidíssmas no mundo (baladas com direito a tudo quanto é bagaceira).

        O Mau deste século é o progressismo que atinge países, igrejas e lares de protestantes e católicos. E isso não é culpa de protestantes, mas, sim, do aumento do governo afim com grupos de esquerda na máquina estatal, além de Hollywood e outras mídias progressistas. Não é justo pôr a culpa na vítima (no caso os protestantes, e até mesmo católicos).

        De fato, houve o afastamento de várias igrejas protestantes das doutrinas corretas, ou próximas ao que é correto, mas não são a maioria, pelo contrário até. Existem muitas, muitas mesmo, Igrejas Batistas, e pentecostais, trabalhando mundo a fora pregando a Palavra de Deus, incutindo princípios cristãos e livrando pessoas de vidas miseráveis.

        • Lucas disse:

          Anderson, todo o meu argumento foi para dizer que todas as inovações que surgiram na era moderna, “era das revoluções”, com o liberalismo e as democracias liberais, não causaram na Igreja nenhuma mudança doutrinal como causaram em denominações protestantes. É claro que há denominações mais ou menos ortodoxas dos protestantes, umas que não aceitam tão facilmente as inovações, mas para mim não se pode deixar de notar que as inovações aconteceram sim a nível de doutrina, o que levou à permissividade de alguns comportamentos (pra mim, um bom exemplo é a justificativa pelo divórcio. No caso anglicano: Henrique VIII, por exemplo, queria a permissão e justificativas para se divorciar e se casar novamente, e as encontrou nos católicos que traíram a Igreja e a doutrina, pois a Igreja nunca aprovou o divórcio – terminou casando seis vezes. Assim são as consequências da aprovação de um comportamento imoral. Como se vê entre os anglicanos, a falta de comunhão com a Igreja causou todas as inovações doutrinais que vemos hoje e continua causando os cismas no interior da Comunhão Anglicana).

          E veja bem, Anderson: sim, a Igreja é Santa e sempre permaneceu Santa (é uma consequência doutrinal e teológica). Falar o contrário seria falar que o próprio Cristo é imperfeito e impuro, pois Cristo é a “Cabeça da Igreja, que é seu Corpo” (Col 1, 18) [também em 1Cor 12, 12; Ef 5, 23; Rm 12, 4-5]. Nosso Senhor nos deixou uma Igreja, que é seu Corpo Místico, portanto ela não pode ser outra coisa senão Santa.

          Também por consequência da União com Cristo (de ser Seu Único Corpo), a Igreja não pode, obviamente, ser o contrário, ser “muitos corpos”, mas só Um: “Que a Igreja é um corpo, ensinam-nos muitos passos da sagrada Escritura: ‘Cristo, diz o Apóstolo, é a cabeça do corpo da Igreja’ (Cl 1, 18). Ora, se a Igreja é um corpo, deve necessariamente ser um todo sem divisão, segundo aquela sentença de Paulo: ‘Nós, muitos, somos um só corpo em Cristo’ (Rm 12, 5). E não só deve ser um todo sem divisão, mas também algo concreto e visível, como afirma nosso predecessor de feliz memória Leão XIII […]: “Pelo fato mesmo que é um corpo, a Igreja torna-se visível aos olhos”. Estão pois longe da verdade revelada os que imaginam a Igreja por forma, que não se pode tocar nem ver, mas é apenas, como dizem, uma coisa ‘pneumática’ que une entre si com vínculo invisível muitas comunidaãs, embora separadas na fé.” (Pio XII, Mystici Corporis, 1943).

          A Igreja sempre soube conciliar essa verdade com a realidade dos erros daqueles que a compõem. Como o próprio Apóstolo nos fala, a Igreja é composta por pessoas. Não se pode negar essa realidade e a realidade do pecado do homem (nem mesmo dos homens da Igreja). É por isso que a Igreja, ao mesmo tempo em que é e sempre será Santa, é composta por pecadores (do contrário, deveríamos afirmar que São Pedro ou São Paulo nunca poderiam ter pecado por fazerem parte da Igreja e do Colégio Apostólico, quando as Escrituras nos apontam o contrário). Não se pode negar a Santidade da Igreja mesmo composta por pecadores, porque a Igreja, como um só Corpo, não pode errar, é “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3, 15).

          Toda essa realidade alguns protestantes podem tentar negar, dizendo que a Igreja Católica “não é a verdadeira Igreja” e tudo o mais, mas, com sua negação, eles não resolvem o problema de Cristo nos ter deixado um Corpo Visível, uma única Igreja, que proclama uma só verdade e uma só doutrina, e que está em comunhão por toda a terra, apesar das diferenças e dos erros de seus filhos.

          Seguramente de mim não saem críticas à Igreja (porque, como recentemente voltou a nos lembrar o Papa Francisco, no encerramento do Sínodo, “quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar”*), mas saem críticas ao que está distante da fé em Cristo, a começar pelo meu próprio comportamento e meus erros, mas também passando por tudo aquilo que testemunho dos erros públicos de católicos ou não-católicos, que ou sustentam opiniões contrárias à verdade cristã, ou escolhem pecar publicamente, criticando a reprovação que fazem tanto a Igreja, como os cristãos de suas escolhas.

          [*obs: você não encontrará essas falas do Papa Francisco em reportagem de Jornal Nacional e afins, mas ele continua se pronunciando como um católico, diferentemente do que podem fazer parecer algumas reportagens – http://pt.radiovaticana.va/storico/2014/10/22/s%C3%ADnodo_discurso_conclusivo_do_papa_francisco_da_iii_assembleia/por-832327%5D.

          Se você puder pesquisar e encontrar algumas fontes, você verá o quanto os católicos se pronunciam a respeito da infiltração marxista na Igreja (a Teologia da Libertação), desde há trinta anos atrás, da influência do movimento homossexual inclusive nos seminários católicos e na formação, do movimento feminista radical, na influência da revolução sexual não sobre a moral católica, mas sobre as famílias e lares católicos (vide a prática de muitos católicos, que parecem desconhecer a própria fé) etc., etc. Falo com todo respeito, Anderson: diga-me uma novidade a respeito de toda essa promiscuidade e imoralidade nos países católicos. Eu havia dito que os países católicos resistiram mais bravamente ao liberalismo religioso e às inovações por serem católicos, mas muitos sociedades tradicionalmente católicas se encontram secularizadas, anti-cristãs (vide Portugal: setecentos, oitocentos anos de catolicismo e fidelidade à Igreja não puderam impedir o aborto legalizado, por conta dos governos socialistas, mas, ao mesmo tempo, Portugal resistiu bravamente e por mais tempo, porque é tradicionalmente católico e a Igreja sempre condenou o aborto, não abrindo exceções; vide o Brasil: por mais que haja secularização e promiscuidade, a nossa sociedade, tradicionalmente católica, e o nosso governo civil só se abriram para o divórcio no fim da década de 70, para a união homossexual e para o aborto há dois, três anos, por culpa de um governo abertamente socialista e anti-cristão. É só comparar com os casos dos Estados Unidos, com dezenas de milhões de abortos depois da abertura de 1973, ou a Holanda, com tolerância ao aborto, eutanásia, drogas, movimento homossexual e prostituição durante o século XX e, hoje, com quase metade da população se declarando sem religião). “Não foi o mundo que piorou”, disse certa vez Chesterton, “foi a cobertura jornalística que melhorou muito”. Os países católicos não eram o “paraíso” na Idade Média por serem católicos – porque paraíso terreno não existe, para a doutrina católica, ou para o protestantismo menos “heterodoxo” -, mas o que quero dizer é que as inovações (a nível de doutrina e, depois, sociedade) sempre encontraram oposição na Igreja, e ainda encontram, o que torna mais difícil o avanço do liberalismo ou do socialismo, ou da secularização generalizada, em países majoritariamente católicos mesmo com histórico protestante. A Igreja é o maior freio, porque ela é a garantia que a doutrina não será mudada, para justificar o que quer que seja. É claro que a culpa é do liberalismo de governos civis, mídia, do socialismo latino-americano e mundial, etc. Só falei que o liberalismo também adentrou a doutrina católica, provocando os cismas dos protestantes, que se separaram, no início, por questões que consideravam pontuais e totalmente justificáveis, mas que causaram consequências perversas no próprio meio protestante, pela ausência do recurso à autoridade do Corpo Visível de que falei aí acima.

          Para terminar: eu disse aí acima que certa obra de Hooker (anglicano) foi elogiada por um Papa. O Papa era Clemente VIII, e ele disse, da obra de Richard Hooker, Laws of Ecclesiastical Polity (em um tempo em que a Igreja ainda sofria perseguição anglicana na Inglaterra): “Não há nenhum saber que esse homem ainda não investigou […]. Este homem, sem dúvidas, merece o nome de um autor; seus livros ganharão grande reverência com o tempo, porque há neles tais sementes de eternidade que se o restante [dos livros] for como este, eles deverão durar até que o último fogo consuma todo o conhecimento” (KIRK, Rights and Duties, 1997, p. 129). Chesterton (converso à Igreja Católica do anglicanismo), para usar outro exemplo, afirmou, certa vez, já católico, que “A América [ou seja, os Estados Unidos] é a única nação do mundo fundada sobre um credo” (referindo-se à ideia de fundação americana e comparando-a com a participação e o papel da Igreja e da moralidade em outro país, a Espanha). Pode parecer coisa “moderna” o diálogo da Igreja com os protestantes, como o povo pensa que são as “aberturas” – ou pior, as “revoluções”, como eles dizem – do Papa Francisco, como se ele precisasse renunciar à Igreja e à doutrina para dizer o que diz, mas já no século XIX o papa Leão XIII chamava alguns protestantes, anglicanos e ortodoxos de “irmãos separados na fé” (houve tentativas mais sérias de reunir os ortodoxos de volta à Igreja, como vimos recentemente em algumas falas após os encontros do Papa Francisco). Também Bento XV, Pio XI, Pio XII no século XX, antes mesmo do Concílio Vaticano II e dos Documentos sobre a postura católica sobre o Diálogo Inter-religioso. MORAL DA HISTÓRIA: Pra mim, não é preciso tratar os protestantes de forma diferente do que esses exemplos demonstram, quando eles estão próximos do ensinamento da Igreja na questão moral e doutrinal. O católico pode muito bem reconhecer que os protestantes são “irmão separados” (o próprio Catecismo e o Concílio Vaticano II nos ensinam que os protestantes podem estar, muitas vezes, em “Comunhão Imperfeita” com a Igreja). A questão que apontei foi com relação às inovações que nasceram no seio das “reformas” e “inovações” protestantes e que ferem, de forma mais ou menos radical, a doutrina e a moral cristãs, como a negação da divindade de Cristo, a aprovação e justificativa teológica para o divórcio, união homossexual, aborto e para as inovações que partem dos governos civis etc., etc. Enquanto os protestantes se mantiverem mais próximos da doutrina que a Igreja guardou durante séculos, da qual eles, de uma forma ou de outra, se afastaram após a Reforma (e alguns se afastaram muitíssimo), eles estão protegidos de erros mais graves, como algumas das loucuras que vemos por aí (e estou me referindo de loucuras de homens que se encontram dentro ou fora da Igreja, basta citar o grupo horroroso e perverso de mulheres leigas que surgiu nos EUA e que tem uma filial no Brasil se dizendo “católicas” e “fieis” à Igreja e aprovando publicamente o que a Igreja declaradamente condena: o aborto). Porque é preciso saber que enquanto esse mundo existir, a verdade não pode ficar a cargo das opiniões ou inspirações particulares, mas sob a guarda de um Corpo Visível, de um Colégio Apostólico, como apontei acima, por consequência da própria verdade bíblica, para que seja guardado e preservado, e, como fez o Apóstolo Paulo, para que seja “recebido” e “transmitido” (1 Cor 11, 23), levado adiante, para as gerações até o fim dos tempos. Do contrário, estaríamos realmente perdidos e não saberíamos para onde olhar nas questões de moral e de doutrina.

    • Sara Andrezzi disse:

      A colonização norte-americana,foi diferente da América Latina,Estados Unidos e Canadá,os colonizadores foram com suas famílias e formaram o seu novo lar,ao contrário da América Latina,que Espanha e Portugal só queriam explorar as riquezas do Novo Mundo,e levar de volta a Europa!

      • Anderson disse:

        Não foi bem assim…

        Acontece que americanos se firmaram em princípios naturais e conservadores/liberais que permitiram o surgimento de uma grande nação. Enquanto que no Brasil, e em outros países da América Latina, a população escolheu o Estado como pai, Estado como amigo, Estado como deus, daí já podemos ter ideia do que viriam a se tornar essas terras quentes da América.

        Nos EUA, o direito de propriedade privada assegurado, direito de se defender, estado mínimo, empreendedorismo, liberdade de comércio e outras liberdades individuais foram coisas importantíssimas para que o país crescesse de maneira tão estupenda.

        Infelizmente, em nosso país, os brasileiros, afins com “intelectuais” e jornalistas, esperam e lutam por um Estado grande e perfeito, que faça com que o país decole…

    • Selma Vasconcelos disse:

      A única igreja formada por Jesus é a igreja Catolica quem se sentir ofendido não entrem num site exclusivo, Católico mas a verdade esta
      para todos verem e que Nossa Senhora converta todo protestante no Brasil para que se salvem. Salve Maria!

    • Maurício disse:

      Silva, não perca seu tempo cobrando respeito dos católicos porque eles não nos vêem como cristãos. O desrespeito é patente até mesmo no que acham da arquitetura de nossos templos dado o comentário irreverente “feiura protestante da igreja”.
      Para estes senhores, o Protestantismo é uma pedra no sapato desde que este foi o pivô para a quebra do monopólio sobre a fé da igreja romana. Mas graças a isso todos os povos hoje tem a Bíblia em seu próprio vernáculo, senão ela ainda estaria em latim.
      E a respeito dos números apresentados, há qualquer discrepância neles pois dados oficiais dos EUA demonstram que o percentual de católicos naquele país é de 23,9%, ao passo que o de protestantes alcança 51,3%.
      Bem verdade é que esta nação já foi de total maioria protestante e agora vem cada vez mais sofrendo um processo de secularização, o que explica toda a diminuição da prosperidade, poder e bem estar social que já não são tão latentes pois está escrito: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR”.
      Enquanto aquela nação esteve fiel aos preceitos bíblicos, nenhum mal lhes ia, mas agora seu declínio moral é inegável.
      Enfim, essa matéria no que tange aos seus dados deve ser no mínimo revista.
      Quanto ao templo, que fiquem com ele, derrubem, reconstruam, façam o que quiserem.
      Afinal trata-se apenas de um edifício construído por um homem.
      O templo de Deus é o coração.

      • Foto de perfil de Didier Didier disse:

        Só há um probleminha, querido Mauricio, quanto ao latim.

        O português, italiano, francês, espanhol e o romano são alguns dos exemplos de idiomas derivados do latim.

        O latim era o idioma-mãe de todos os cristãos europeus.

        É injusto querer atribuir ao “protestantismo” a tradução da Bíblia. O latim perdeu espaço única e exclusivamente pela formação dos Estados Nacionais, e a Igreja Católica sempre se cumpriu à fazer a tradução da Bíblia para os ‘novos idiomas’.

        Um exemplo é o português, no século XIII havia dezenas de versões da Bíblia de Dom Diniz, Rei de Portugal. E centenas de outros exemplos, séculos anteriores às traduções feitas pelos protestantes.

        Na Alemanha, quando Lutero fez sua errônea tradução (sem contar a exclusão de sete livros incompatíveis com suas novas doutrinas) já havia mais de 30 versões..

        O que a Igreja Católica sempre proibiu é a tradução desautorizada da Bíblia, com o intuito de protegê-la.

    • Nome* disse:

      Sr. Silva, com todo o respeito. Sou protestante, ministro presbiteriano e professor de História do Cristianismo na Faculdade Presbiteriana FATESUL em Curitiba. Devemos ser respeitados como devemos respeitar e ponto final. Discordo do senhor quanto à sua afirmação de que a “liberdade e prosperidade dos EUA se formou sobre os princípios do pensamento protestante”. Bom, quanto à prosperidade e pela prevalência da influência calvinista, sim. Quanto à liberdade, de maneira nenhuma. As 13 colônias que originaram aquela nação era intransigentes em relação à liberdade religiosa. Os católicos foram para Maryland, os Batistas para Rhode Island, os episcopais para a Virgínia e os calvinistas para o norte, Carolinas e Nova York. Não havia liberdade religiosa. A liberdade religiosa veio quando William Penn fundou a Pensilvânia e decidiu que, em seu estado, não haveria religião oficial. Mais tarde, os pais da nação norte-americana se inspirariam na constituição da Pensilvânia para redigir a constituição da nação. A liberdade religiosa norte-anericana se deve (por menos que gostemos de admitir!) mais à maçonaria e aos intelectuais ligados aos ideais da Revolução Francesa de um estado laico do que à qualquer denominação ou pensamento religioso.

    • SILVA, O PROTESTANTISMO ESTÁ EM DECADÊNCIA A PASSOS LARGO, COM O DEVIDO RESPEITO, ESTÃO SE ALTO DESTRUINDO E JÁ CHEGOU AO FUNDO DO POÇO.VEJA OS ESCÂNDALOS DE SEUS CULTOS, INCLUSIVE DENUNCIADO PELA TV RECORD.IMAGINE! PESSOAS AGINDO COMO ANIMAIS, OUTROS COLOCANDO PÉ PARA PASSAR A MÃO E O FIEL DEIXA O DINHEIRO, OUTRO VENDE VASSOURA PARA VARRER O MAU, ALÉM DAS DENUNCIAS DO MUNDO DA MÚSICA GOSPEL

  3. Silva disse:

    Bem, acho que eu me expressei mal. Não quis dizer que a “perversão” européia foi causada pela igreja católica. Minha intenção foi dizer que o fato da influencia católica crescer nos EUA não garante nenhum tipo de proteção moral ou ideológica sobre o país. Por isso me utilizei do exemplo da Europa. Inclusive tenho a percepção que a Igreja Católica é o ultimo bastião de esperança em vários países e quando ela cair pode se decretar o começo do fim.

    Sou protestante, mas isso não me cega sobre a grande contribuição do catolicismo na história da formação da humanidade. Descordo de vários aspectos do pensamento protestante e muitos rumos que vem tomando. E meu pensamento filosófico-conservador é intrinsecamente ligado a moral católica e não nego isso.

    Mas acredito que várias pessoas com o mesmo perfil que o meu frequentam e iram frequentar o Portal, justamente por isso, acredito que algumas palavras devem ser colocadas com cuidado. Como o seguinte trecho: “Sem entrar no mérito da feiúra protestante da igreja“.

    Enfatizando que não sou contra qualquer tipo de debate que envolva as duas instituições. Até porque esse é um dos poucos lugares brasileiros na internet em que os conservadores (protestantes, católicos ou afins) podem se refrescar intelectualmente.

    • Cristiane disse:

      Dei uma assustada com a expressão ao relatar a arquitetura dos templos protestantes também. Estamos acostumados com a arquitetura das nossas igrejas católicas, a arte interior e os detalhes do designe perfeito, mas ai o comentário pelo ambiente diferenciado poderia ser feito por uma forma comparativa menos agressiva. Por fim, que bom que tudo está se cumprindo, que tudo se renove e que o Cristianismo se fortaleça.

    • Lucas disse:

      Eu compreendo, Silva – e como falei acima: não é nada pessoal, é só questão de discordância.

      Para mim é exatamente essa proteção moral que garante a Igreja ao crescer em território americano. Ao contrário do Brasil e da América Latina, nos EUA a Igreja pouco sofreu com o domínio marxista e com a Teologia da Libertação e é mais atuante na reação às novidades e na resposta aos movimentos progressistas radicais (ao feminismo, às teorias de gênero, à distorção da moralidade sexual, aos movimentos gay e abortista, à legalização das drogas etc.). É só dar uma olhada no site da USCCB (http://www.usccb.org/ – é o equivalente à CNBB nos EUA) para ver o quanto eles são atuantes pastoralmente, em questões morais e doutrinais, mas principalmente em questões cívicas e sociais (a resposta a ações de governo, a declarações de políticos, etc.).

      Acho que a expressão foi retirada de um site católico, em que havia uma referência muito parecida à mesma igreja, mas há críticas similares à arquitetura escolhida na construção de paróquias ou capelas (há católicos que afirmam o quanto templos luteranos na Europa parecem mais “católicos” do que algumas de nossas paróquias, por isso eu não me escandalizaria tanto com a expressão).

      Só um adendo: o Ocidente não pode ser pensado fora da herança das instituições cristãs e medievais e, portanto, da Igreja. Não é questão religiosa ou doutrinal, mas histórica. Como você falou, é inevitável negar. É só ler o Roots of American Order, de Kirk, para perceber isso (fora outros livros, é claro, mas falo de um que eu já li).

    • Ronald Diniz disse:

      Penso: coitado de vocês, se não fossem os padres jesuítas que pisaram aqui e construíram nossa nação, com doutrina cristã. Defenderam os princípios da vida, a união dos povos e muitos outros, e ainda tem protestante que quer descriminar nossa religião amassando o pão que ele comeu; se eles houviam a fala de Jesus foram através de nós. A nossa religião não te proíbe de fazer o que você quer, você sabe muito bem quando a pedra aperta no sapato. No momento que você conhece e tem o entendimento da vida e valores cristãos, sabe o que é certo e o que é errado.

  4. Ronald Diniz disse:

    O que está acontecendo no mundo é que tem muita gente querendo se dar de bem, usam o exemplo de Paulo como testemunha, para convencer as pessoas para se tornarem protestantes; é como se eles já soubessem o que vão ser no futuro: hoje eu roubo, mato, estupro e depois peço perdão para Deus. Constrói vários templos concorrentes com protestantes de outras denominações. São como políticos, todos querem o bem do país, mas o que eles mais querem é o bem pessoal, querendo se tornar mais forte do que o outro. Um exemplo disso é Pr. Valdemir e Macedo, e vários outros que fazem comercio com a palavra de Deus.

  5. jose francisco disse:

    paz e bem.
    hoje li todos os comentários a respeito da reportagem do Templo protestante adquirido pela Igreja Catolica nos EUA.
    considero uma importante aquisição para a Igreja, mas vejo que também perdemos muitos templos na europa, devido a esvaziamento de fieis.
    gosto do debate saudável sobre estes temas, pois vejo que todos podemos amadurecer muito em todos os aspectos da vida cristã.
    aprendi muito com as informações colocadas aqui, obrigado

  6. Constantino disse:

    Srs.Apesar de criação na Fé Católica e batizado na Igreja Católica Apostólica Romana,ter passado p/ ritos inciais ,ter estudado em Colegio de Padres etc,nunca vi um católico arrigimentar pessoas de outras religiões e nunca fui discriminado quanto a frequentar qualquer Igreja no Brasil e Exterior.Porem já li algumas obras de Religião e p/pouco de conhecimento que tenho tôdas derivaram do Velho Testamento,com todas aquelas historias de Adão e Eva ,Moises,etc, acho que como todas tiraram o que melhor as serviriam,tenho como preceito de vida o seguinte.Quando foi apresentado os 10 Mandamentos somente 2 me fizeram refletir e toma-los com guia .Amar ao teus Deus sobre todas as coisas,E não fazer ao próximo que não queres p/ ti,o resto dos mandamentos já estão embutidos entre esses 2.

  7. Mario Sergio disse:

    Sou Católico Apostólico Romano, casado, convicto de minha fé e nesta fé , conduzo a minha família.Sobre as seitas protestantes, não tem futuro, cresce e morre pois o que está por trás é o que a imprensa vem denunciando abertamente.

  8. zoraide disse:

    Nunca entendi o porque das igrejas protestantes não fazerem o que Jesus mandou:
    Façam isso em memória de mim, a Eucaristia!

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