Tenho razões para acreditar que Jesus existiu?

Muitos criticam a autenticidade e historicidade dos evangelhos,  os quais temos mais de 5.000 manuscritos, encontrados em pouquíssimo tempo e que atestam a existência do mesmo homem divino, chamado Jesus. Pra quem nunca ouviu falar de um historiador chamado Will Durant, ele dedicou mais de 30 anos de sua vida à historicidade das civilizações e em seu livro ele diz o seguinte sobre os evangelhos:

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Filósofo e historiador William James Durant

“Uma das atividades do espírito moderno de maior projeção foi a Alta Crítica da Bíblia – o impetuoso ataque à autenticidade e veracidade desse livro, ao qual se opôs a heroica tentativa de salvar os fundamentos históricos da fé cristã; os resultados podem, com o tempo, mostrar-se ainda mais revolucionários que o próprio Cristianismo” ¹

“As contradições são de detalhes, não de substâncias; na essência os evangelhos concordam entre si admiravelmente e dão um coerente retrato de Cristo. No entusiasmo de suas descobertas a Alta Crítica submeteu o Novo Testamento a provas de autenticidade tão severas, que se as aceitarmos em outros campos um cento de verdades históricas – como Hamurabi, Davi, Sócrates – passará para o campo das lendas” ²

É claro que ele fala mais não somente sobre o Novo Testamento como também sobre Jesus Cristo.

Agora algumas referências a historiadores dos primeiros século que falaram a respeito de Jesus.

Primeiramente, Flávio Josefo, que viveu no primeiro século, historiador Judeu:

“Nessa época havia um homem sábio chamado Jesus. Seu comportamento era bom, e sabe-se que era uma pessoa de virtudes. Muitos dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. E aqueles que haviam sido seus discípulos não deixaram de seguí-lo. Eles relataram que ele lhes havia aparecido três dias depois da crucificação e que ele estava vivo […] talvez ele fosse o Messias, sobre o qual os profetas relatavam maravilhas” [3]

Temos Tácito (55-117) fala de um Cristus que “sofreu a morte por sentença do Procurador Poncio Pilatos” [4]

Plínio que era propretor da Bitínia e do Ponto, na Ásia Menor, escreveu ao Imperador Trajano, por volta do ano 112, para pedir informações sobre o modo de tratar os cristãos. Sua carta dá uma valiosa informação extrabíblica sobre Cristo. Ele elogiou a elevada integridade moral dos cristãos, comentando sua recusa a cometer roubo ou adultério, a testemunhar falsamente ou trair a confiança depositada neles. Plínio chegou a dizer que eles “entoavam uma canção a Cristo como para um Deus” [5]

Temos ainda Suetônio em sua obra “Vidas dos Doze Césares: Vida de Claudius(25.4), mencionou que os judeus foram expulsos de Roma por causa dos distúrbios a respeito de Chrestos(Cristo).

Outro escritor cujo o testemunho é particularmente importante devido a seu caráter satírico é Luciano, que escreveu uma sátira sobre os cristãs em sua fé, por volta de 170. Luciano descreveu Cristo como aquele que “foi crucificado na Palestina” por ter iniciado essa “nova seita”. Ele escreveu que Cristo tinha ensinado os cristãos a crerem que eram irmãos e que deviam cumprir seus mandamentos, e ridicularizou-os por “adorarem esse sofista crucificado”

Esses testemunhos são evidências históricas de grande valor, especialmente por virem de romanos instruídos que desdenhavam e hostilizavam os cristãos. [6]

O agnóstico Bart Ehrman lançou o livro Did Jesus Exist? The Historical Argument for Jesus of Nazareth(HarperOne, 2012), no qual ele curiosamente defende a historicidade do carpinteiro de Nazaré! “Afinal, quem está com a razão?”

Sir William Ramsey, célebre historiador e arqueólogo do século 19, esforçou-se por demonstrar que a história de Lucas estava cheia de erros. Entretanto, após toda uma vida de trabalho e estudos, ele escreveu: “A história de Lucas é insuperável quanto a sua fidedignidade” [7]

E só para encerrar, um historiador moderno fala um sobre o assunto. Prof. Geoffrey Blainey, da Universidade de Harvard e da Universidade de Melbourne, recebeu em Nova York o Internetional Britannica Award pelo seu excelente trabalho na disseminação do conhecimento a favor da humanidade, é um ícone dos professores de história no mundo, esse mesmo disse o seguinte a respeito de Jesus:

“Alguns estudiosos afirmam que Jesus nem sequer existiu, minha conclusão é de que, pelos padrões da época, sua história foi surpreendentemente registrada, já que ele ficou conhecido somente nos últimos anos da sua vida e, assim mesmo, em uma região do Império Romano pouco desenvolvida e afastada. De todas as pessoas comuns de sua época, desconhecidas fora de sua terra,a vida e os ensinamentos de Jesus estão entre os mais documentados.

Existem inúmeros folhetos ou evangelhos sobre ele,e quatro mais famosos. Todos, exceto um, foram concluídos no período de 50 anos que se seguiu a morte de Jesus. Outros relatos e histórias foram escritos – a mão, é claro. [8]

CONCLUSÃO

Buscamos e encontraremos o que queremos encontrar.  Se buscarmos dúvidas, encontraremos dúvidas. No caso de evidências, temos a livre opção de aceitarmos como verdade ou não.

REFERÊNCIAS
1-  Durant, Will. História da Civilização, 3º parte, Tomo II, pág. 231.

2- Durant, Will. História da Civilização, 3º parte, Tomo II, pág. 237.

3- GEISLER, Norman, Enciclopédia de Apologética – Vida 2002, pp.449

4- Tácito, Anais, 15.44

5- Plínio, Epístolas, 10.96.7; 10.967.1

6- Luciano, The Passing of Peregrinus, 1, 11, 13, citado em Earle E. Cairns, Cristianismo através dos Séculos. São Paulo: Vida Nova. pág. 39-40.

7-  The Bearing of Recent Discoveries on the Trustworthiness of the New Testament [Grand Rapids: Baker], p. 81).

8- Blainey, Geoffrey. Uma Breve História do  Cristianismo, Ed. Fundamento Educacional, pag. 5, 2012