Mulher é estuprada em metrô e passageiros não fazem nada para impedir

Nenhuma pessoa que presenciou o crime horrível se prestou a acionar a polícia

No último dia 13 de outubro, em um metrô da Filadélfia, uma mulher foi estuprada num vagão do metrô nos Estados Unidos. E o que mais impacta nesse crime é de que ele poderia ter sido evitado. As agressões duraram por volta de 8 minutos e na frente de diversos outros passageiros, que optaram em gravar o ato criminoso, ao invés de impedir a ação do criminoso. Em nota a Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (Septa), responsável pelo metrô em que o crime ocorreu, disse que alguém poderia e devia ter feito alguma coisa para ajudar a mulher.

“Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911 [número da emergência policial no país]”, afirmou John Golden, em comunicado enviado à agência Reuters. O agressor foi identificado como Fiston Ngoy, de 35 anos, ele se sentou ao lado da mulher e começou a tocá-la contra a vontade da vítima.

Nas imagens das câmeras de segurança é possível ver a vítima tentar empurrar o estuprador por diversas vezes, enquanto ele continuava a apalpar seu corpo.

O caso chegou às autoridades policiais apenas após um alerta de uma funcionária da SEPTA, a agência de transporte público da Pensilvânia, afirmou Andrew Busch, porta-voz da companhia, em nota.

Um outro funcionário, do departamento de polícia da SEPTA, entrou no trem na estação 69th Street Transportation Center, em Upper Darby, e socorreu a vítima. Segundo o Post, entre 80 e 90 mil pessoas viajam diariamente na linha Market-Frankford, em que o ataque foi registrado.

No total, a violência, segundo o The Washington Post, durou cerca de 8 minutos. “Se alguém que testemunhou isso tivesse ligado para o 911 é possível que nós pudéssemos ter agido mais cedo”, lamentou Busch, lembrando o número de discagem rápida para a emergência dos Estados Unidos.

O suspeito do crime, identificado como Fiston Ngoy [foto], de 35 anos, foi indiciado por diversos crimes, incluindo estupro e a chamada “agressão sexual agravada”, cometida na frente de outras pessoas, de acordo com documentos judiciais obtidos pelo jornal. Ele está detido e sua fiança foi fixada em US$ 180 mil (o equivalente a R$ 992 mil).

A mulher foi levada a um hospital para verificações médicas. Sua identidade foi preservada. “Eu conversei com a vítima ontem e ela é uma mulher incrivelmente forte”, apontou Bernhardt, em entrevista à mídia local no sábado (16). “Ela conseguiu identificar o homem que a atacou, nos contar o que aconteceu e agora está trabalhando para superar isso”.

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