Caos na Venezuela

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Guilherme Stumpf

Graduando em Direito pela UFRGS. Professor e tradutor.

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Desde as eleições da Assembleia Nacional Constituinte convocadas pelo ditador Maduro, a situação política e social da Venezuela piorou deveras. A repressão governamental contra os dissidentes tem se mostrado cruel e desumana.

No curso da semana, Antonio Mujica, diretor da Smartmatic, empresa que geriu a votação na Venezuela, denunciou a manipulação governamental no que tange ao número de eleitores. É de se reparar que a Smartmatic também já prestou serviços eleitorais no Brasil, o que, por si só, é alarmante, considerando que a fraude eleitoral nas últimas eleições brasileiras tem se mostrado cada vez mais provável.

A crise política e a repressão dos opositores agravaram o problema econômico venezuelano. A cotação do dólar, que estava em 12 mil bolívares, subiu para 19 mil; fruto da postura do Sr. Maduro, que está levando o país à ruína.

Ainda durante a semana, ocorreu a destituição da procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, opositora ferrenha do regime chavista/bolivariano. A Comissão Internacional de Direitos Humanos garantiu uma medida cautelar para a ex-procuradora e considerou que “sua vida corre risco de dano irreparável”. Maduro demonstra que utiliza as mesmas táticas do seu querido amigo, o ditador Fidel Castro, no que diz respeito ao tratamento com aqueles que possuem divergências ideológicas. Cuba e Venezuela institucionalizaram o crime de opinião.

Hoje um grupo de militares do Forte Paramacay, no estado de Cararobo promoveu um levante contra o ditador, que acabou sendo reprimido pelos membros das Forças Armadas que são subservientes às ordens de Maduro.

No cenário internacional, as coisas se alteraram. Algumas nações já se referem ao governo de Maduro como uma ditadura, deixando de lado o discurso brando. Os representantes dos países fundadores do MERCOSUL – Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil – concordaram em prolongar a suspensão da Venezuela do bloco, com base na chamada “cláusula democrática”.

A ordem democrática na Venezuela foi rompida desde a eleição de Chávez, e a negligência disso por parte das demais nações foi um dos motivos que garantiu a ascensão de Maduro, sucessor do ex-presidente. O ditador declarou que “nunca tirarão a Venezuela do MERCOSUL”, além de ter referido-se aos governos do Brasil e da Argentina como “golpistas”.

Após decidir pela aplicação de sanções econômicas ao governo venezuelano e determinar o bloqueio dos bens do ditador que se encontram sob jurisdição norte-americana, o governo do Presidente Trump disse estar avaliando as opções de políticas públicas a serem adotadas para criar condições seja para que Maduro perceba que sua permanência no governo é insustentável, seja para fazer com que a Venezuela volte a possuir um governo constitucional.

Enquanto isso, no Brasil, o Partido dos Trabalhadores deu mais uma prova de seu viés autoritário. A Presidente Nacional do Partido, Senadora Gleise Hoffmann, uma das figuras mais lamentáveis que atuam no panamorama político nacional, escreveu em sua conta no Twitter: “Força, Presidente Maduro! Em 2018 estaremos governando o Brasil, juntos subjulgando nossos inimigos fascistas do império norte-americano e destruiremos de vez a direita na Venezuela e no Brasil”.

A postagem é apenas mais uma, entre as inúmeras provas, de que o Partido dos Trabalhadores não é um partido democrático e que deve ser cassado pelo TSE o quanto antes. Trata-se de um Partido que já declarou intervir na política interna de outros países, que participa de instituições internacionais (Foro de São Paulo), que possui ligações com o narcotráfico e que, além disso, defende ditadores dos mais variados tipos. Além de Fidel, Chávez e, mais recentemente, Maduro, o PT tem defendido ditaduras menos conhecidas do eleitorado brasileiro, como por exemplo as que desgraçam Angola, Congo, Coreia do Norte e Zimbábue.

Por outro lado, a postagem da nobre Senadora, que é investigada pelo Ministério Público Federal e teve o marido condenado e preso pelo crime de corrupção, serve para elucidar o modo de pensar da esquerda. O debate democrático e o confronto de ideias é mais importante para os liberais e conservadores do que para os comunistas. A esquerda não demonstra grande preocupação em perder a discussão intelectual, uma vez que já compreenderam que o poder se concretiza efetivamente através de pessoas e não de ideias. Ela prega a destruição do inimigo, de todas as formas possíveis: eleitoralmente, moralmente, psicologicamente e, por fim, até fisicamente. Gleisi, assim como demais membros do partido, demonstra ser incapaz de perceber qualquer traço de humanidade no outro.

Estamos sendo governados por psicopatas e, infelizmente, não é de hoje.

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