Não existem argumentos para o aborto

Não existem argumentos para o aborto! é a primeira parte de uma série de argumentos que são analisados e refutados, que são utilizados a esmo para defender o aborto.

Argumentos como objeto de refutação e informações adicionais:

1. “Legalização do aborto fará acabar o aborto clandestino”
2. “O aborto só é perigoso quando é feito sem condições de higiene e por pessoal incompetente. Se o aborto fosse feito em hospitais e por pessoal competente, não haveria mortes”
3. “Depois da despenalização só aborta legalmente quem abortaria clandestinamente”
4. Síndrome pós-aborto!
5. Aborto para a Diminuição de violência?
6. Razões para o aborto – o culpado não é o estupro!
7. “Não existe consenso na ciência sobre o assunto” ou “A vida do ser humano não começa na concepção” ou “A mulher tem direito sobre o próprio corpo”

 

1. “Legalização do aborto fará acabar o aborto clandestino”

ESTUDO 01

Numa entrevista concedida a Zenit, o Dr. Renzo Puccetti, especialista em Medicina Interna e secretário do Comité «Ciência & Vida» de Pisa-Livrono, explicou quais e quantas mentiras foram contadas para fazer a população aceitar, sobretudo as mulheres, a liberação do aborto.

«Afirma-se que a legalização do aborto fará acabar o aborto clandestino, mas isto é falso. Na Itália, depois de 29 anos de aborto legal e mais de 4.600.000 abortos legais, o Instituto Superior de Saúde estima em 20.000 o número de abortos clandestinos por ano (Relatório do ministro da saúde sobre a atuação da lei sobre a tutela social da maternidade e a interrupção voluntária da gravidez (lei 194/78) no ano de 2006)».

A quem diz que legalizando o aborto e combatendo assim o aborto clandestino se evita que as mulheres morram por causa das complicações de tal prática que, por sua própria natureza, não assegura a mesma segurança de um aborto legal, o Dr. Puccetti respondeu: «Os dados da OMS referem que a mortalidade materna (a mortalidade da mulher no período do início da gravidez até o quadragésimo segundo dia depois do término da gravidez, conduzida ao término ou interrompida) em Portugal, Irlanda e Polônia, onde o aborto é ilegal, é em média mais baixa em relação a dos países vizinhos, respectivamente Espanha, Inglaterra e República Tcheca».

«Por outro lado —acrescentou— há um estudo que fez definitivamente cair o presumido rol “salvífico” do aborto em relação à mulher. Na Finlândia foram avaliados os falecimentos de todas as mulheres em idade fértil entre um ano do término da gravidez; o resultado é que as mulheres que abortaram voluntariamente tiveram uma mortalidade três vezes maior em relação àquelas que deram à luz, com uma taxa de suicídio de 700% (Gisler M, Berg C, Bouvier-Colle MH, Buekens P. Am J Obstet Gynecol. 2004 Feb; 190(2):422-7).

«O estudo do professor Fergusson, —explicou o médico— conduzido controlando um grupo de fatores, mostrou o aumento da incidência de depressão e dos distúrbios de ansiedade nas mulheres que abortaram (Fergusson DM et al. J Child Psychol Psychiatry. 2006 jan; 47(1):16-24)».

«Sobre a base das evidências —sublinhou Puccetti— está claro que o aborto é nocivo para a saúde da mulher; as verdadeiras feministas, aquelas que devem combater pela tutela da vida e da dignidade da mulher, não conheço muitas, são firmemente contrárias ao aborto, vendo como isto é simplesmente o primeiro passo de uma tecno-ciência que, prometendo à mulher maior liberdade, na verdade lhe tira do próprio corpo, roubando o “know-how” da mulher para confiá-lo a um técnico do corpo feminino».

Segundo o secretário de Ciência & Vida de Pisa-Livorno, «entre os frutos da mentalidade abortista não é estranho o inverno demográfico. Não são raros os casos que depois de um ou mais abortos, efetuados porque não era o momento oportuno para uma gravidez, voltam-se desesperados a buscar o tratamento pró-criativo com as técnicas mais invasivas, mas na maior parte falhas, de procriação artificial».

«Se se admite por lei que o direito a decidir o quando da maternidade prevalece sobre tudo, até poder sacrificar a vida humana, —revelou o médico de Pisa— é fácil que na sociedade prospere uma cultura de aniquilamento demográfico. Também considerando as mães imigrantes que giram em torno de 12%, em geral têm dois filhos e antecipam a gravidez geralmente em quatro anos em relação às mulheres italianas, na Itália a natalidade está no limite mínimo».

Um dos argumentos utilizados pelos que sustentam a interrupção voluntária da gravidez é aquele de fazer acreditar que o aborto é bom para a mulher vitima de violência ou incesto.

«Na verdade —explicou Puccetti— tais motivações entram em jogo em menos de 0,5% dos casos (Lawrence B. Finer Perspectives on Sexual and Reproductive Health Volume 37, Number 3, September 2005). Também nestes dolorosos casos, de todas as formas, o aborto não constitui uma ajuda para estas mulheres, mas também pode acrescentar uma outra ferida a uma já aberta, como testemunhado por um documento específico redigido por mulheres americanas que ficaram grávidas após um ato de violência (http://www.afterabortion.info/news/WPSApetition.htm).

Também a argumentação dos defensores da interrupção voluntária da gravidez, segundo os quais se diz que o recurso ao aborto é excepcional, é para Pucetti «uma motivação fraudulenta».

O secretário de Ciência & Vida afirmou que «os dados desmentem esta tese». Justamente «a abortividade há anos na Itália é estável em torno de 250 abortos entre 1000 nascidos vivos. A legalização se associa a uma adição à prática abortiva: na Itália, somente no ano de 2004, 23.431 mulheres abortaram pela segunda vez, 6.861 pela terceira, 2.136 pela quarta e 1.433 por, pelo menos, a quinta vez».

«Todos os estudiosos, mesmo os abortistas, —concluiu Puccetti— admitem que aumentar o acesso ao aborto aumenta o recurso a esta medida. Entre os numerosos exemplos há o da Irlanda: é sabido que mulheres irlandesas vão abortar na Inglaterra, mas o fenômeno abortivo na Irlanda é um terço do inglês, onde o aborto é legal se requerido; é bom ter em mente que a tais áridos números correspondem 10.555 vidas humanas que nascem, vivem, se alegram e sofrem como todos nós, ao invés de ser jogadas no lixo entre os refugos especiais de um hospital».

ESTUDO 02

Em 1984 legalizou-se -ou despenalizou-se- o aborto para acabar com o aborto clandestino em Portugal. Contudo, não existem evidências que apontem, com a legalização, que mulheres vão passar a recorrer ao aborto legal. Todos os defensores do aborto estão convidados a apresentar um país -um único!- onde a legalização do aborto tenha acabado com o aborto clandestino. No caso de não conseguirem, expliquem-nos então porque invocam o aborto clandestino a seu favor.

a) E expliquem mais isto: nos países em que o aborto é proibido, as forças pró-aborto clamam contra as mortes causadas pelo aborto clandestino. Nos países onde o aborto é permitido até às 12 semanas, as forças pró-aborto clamam contra as mortes em abortos clandestinos depois das 12 semanas. Com argumentos destes, tendo sempre o cuidado de nunca verificar a veracidade das mortes alegadas, pode-se legalizar o aborto até aos nove meses! É isso que se pretende? Se é, porque o não dizem claramente? Se não é, como pensam parar o processo? Por acto de fé?

b) Se algumas mulheres morrerem na sequência do aborto do seu filho de 35 semanas, isso será motivo para legalizar o aborto até às 35 semanas? Porque é que a morte num aborto clandestino até às 12 semanas legitima a legalização do aborto até ás 12 semanas, e a morte na sequência de um aborto às 35 não legitima a legalização do aborto até às 35 semanas?

O aborto na Índia é legal há 25 anos e por cada aborto legal fazem-se dez clandestinos. Como se explica isto? Quem garante que não acontecerá o mesmo em outros países? Todos os estudos que se seguem provaram que, depois da legalização, o aborto clandestino não diminui de forma significativa:

(Inglaterra: Brit. Med. Jour., May 1970, 1972, e Lancet, Mar. 1968;
Japão: Asahi Jour., Oct. 16, 1966;
Hungria: International Jour. of OB/GYN, May 1971;
EUA: Amer. Jour. of Public Health, No. 1967. )

 

2. “O aborto só é perigoso quando é feito sem condições de higiene e por pessoal incompetente. Se o aborto fosse feito em hospitais e por pessoal competente, não haveria mortes”

Poucos riscos em obstetrícia são tão certos como aqueles a que a grávida se expõe quando aborta após a décima quarta semana de gravidez.” (Cf. Duenhoelter & Grant, “Complications Following Prostaglandin F-2A Induced Midtrimester Abortion,” Amer. Jour. OB/GYN, vol. 46, no. 3, Sept. 1975, pp. 247-250)

Uma das razões que mais frequentemente levam as mulheres à urgência de ginecologia, são abortos feitos em clínicas de aborto legais.” (Cf. L. Iffy, “Second Trimester Abortions,” JAMA, vol. 249, no. 5, Feb. 4, 1983, p. 588.)

E quais são os problemas a que a mulher se sujeita quando aborta? Entre outros podem-se referir: 20% gravidez ectópica (numa gravidez “desejada” posterior), 8% infertilidade, 14% aborto expontâneo (numa gravidez “desejada” posterior), 5% parto prematuro (numa gravidez posterior), e muitas outras (como hemorragias, febres, coma e morte).

«As mulheres sofrem e morrem em abortos legais em parte porque o aborto é inerentemente perigoso, é um ataque violento, e em parte porque as pessoas que se dedicam a fazer abortos podem ser tão perigosos para a saúde das mulheres como alguns dos infames abortadores de vão-de-escada». (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987.)

Em 2010, foram apresentados alguns estudos de campo sobre o comportamento de mulheres que praticaram o aborto no 1º Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, em Lisboa, Portugal. Especialistas demonstraram forte relação do aborto induzido com graves enfermidades mentais e físicas das mulheres que o cometeram. Os dados revelaram que 60% das mulheres que o praticaram necessitaram de cuidados mentais 90 dias depois. Depressão, comportamento bipolar, síndrome do pânico, surtos psicóticos foram alguns dos transtornos observados nelas, além do medo e da culpa.

“Eu como confessor não conheço nada mais mortal para uma mulher do que o trauma de um aborto, porque você arrancar o neném de dentro dela é mais do que tirar um pedaço da mulher, é arrancar a sua essência”, destaca padre Carlos Lodi, líder pró-vida de Anápolis (GO).

A médica em Biologia molecular Alice Teixeira relata que existem muitos estudos que relacionam o câncer de mama a abortos provocados.

Segundo a Dra. Pilar Virgil, médica e especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Católica do Chile, as consequências são muitas. “São consequências afetivas, consequências no sistema imune, e é muito comum o desenvolvimento de certos transtornos”, afirma.

 

3. “Depois da despenalização só aborta legalmente quem abortaria clandestinamente”

Num estudo realizado nos EUA, 72% das mulheres interrogadas afirmaram categoricamente que se o aborto fosse ilegal nunca o teriam feito. As restantes exprimiram dúvidas sobre se o teriam feito ou não. Somente 4% das interrogadas afirmaram que teriam feito o aborto ainda que ele fosse ilegal. (Cf. Aborted Women: Silent No More, David Reardon, Chicago, Loyola University Press, 1987.)

4. Síndrome pós-aborto!

Herbert Praxedes
Médico e Professor Titular do Departamento de
Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da
Universidade Federal Fluminense – UFF

Dernival da Silva Brandão
Médico especialista em Ginecologia e Membro Emérito da
Academia Fluminense de Medicina

Os graves danos físicos e psicológicos decorrentes do aborto provocado são conhecidos internacionalmente sob a designação de “síndrome pós-aborto.”

A propósito, veja-se o artigo “O que é a Síndrome Pós Aborto ?”, de Wanda Franz, PhD, Professora Associada de Recursos Familiares da Universidade de West Virgínia, Morgantown,WV 26505, U.S.A., traduzido do “National Right To Life News 14(1):1-9,1987 – What ist Post-Abortion Syndrome ?” , por Herbert Praxedes, Médico e Professor Titular do Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense – UFF.

No dia 15 de junho de 2005, promovida pela Associação das Mulheres em Acção, foi realizada em Lisboa, Portugal, a conferência “A Realidade Ibérica da Saúde Sexual e Reprodutiva”, na qual foi um dos oradores o professor catedrático e psiquiatra espanhol Aquilino Lorente, que afirmou: “As conseqüências de um aborto para a mulher são muitíssimo graves, elas passam a sofrer de stress crônico, a taxa de suicídio aumenta e as depressões não respondem aos fármacos”. O psiquiatra Pedro Afonso, do Hospital Júlio de Matos, contou um pouco da sua experiência como médico e como voluntário no centro de apoio a mulheres grávidas e mães de risco Sta. Isabel, na capital portuguesa: ”Um aborto acarreta sempre muitos riscos físicos e psíquicos para as mulheres.” Também se manifestou, a espanhola Esperanza Moreno, de 38 anos, que colaborou no primeiro livro editado na Espanha com testemunhos de mulheres que abortaram e disse: “Abortei há 11 anos, era solteira e já tinha um filho. Foi a pior experiência da minha vida, ainda hoje sofro do sindroma pós-aborto . . . As clínicas parecem matadouros e nós cordeiros. Estamos sozinhas, angustiadas, envergonhadas, sentimos culpa e nunca mais esquecemos a experiência”(. Fonte: Portugal Diário, 15/06/2005)

Além disso, mesmo nos países desenvolvidos e onde é legalizada a prática do aborto provocado, este importa sempre em um agravamento do risco de vida para a mulher, conforme consta em parecer da Dra. Marli Virgínia Gomes Macedo Lins e Nóbrega, Ginecologista e Obstetra, que refere estudo realizado na Finlândia, com mulheres entre 15 e 49 anos de idade, no período compreendido entre os anos de 1987 a 2000, publicado no dia 10 de março de 2004, no Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia, no qual ficou constatado “que as mulheres têm 2,95 mais chance de morrer de aborto do que de um parto” e que “a prática de qualquer abortamento aumenta significativamente o risco de mortalidade para a mulher mesmo em países desenvolvidos e onde essa prática é legalizada.” (destacamos)

Fonte: http://www.zenit.org/pt/articles/aborto-argumentos-e-numeros-inconsistentes

5. Aborto para a diminuição de violência?

No ano de 2005 foi publicado o polêmico livro Freakonomics, que entre muitas de suas constatações, dava a ideia no seu quarto capítulo de que a queda na criminalidade ocorrida nos anos 90 em Nova York não seria causada pelas políticas de segurança do governo, mas pela legalização do aborto nos anos 70.

Países onde o aborto é legalizado em verde.

“A idéia é simples: crianças indesejadas têm risco maior de envolvimento em crimes, e a legalização do aborto reduz o número de crianças indesejadas. Portanto, não é difícil ver por que legalizar o aborto reduziria a criminalidade”, disse Levitt, o escritor de Freakonomics.

Segundo o livro, crianças indesejadas que foram abortadas teriam maior probabilidade de se tornarem criminosas caso tivessem nascido. Uma vez que o Estado elimina essas crianças indesejadas que nunca vieram a nascer, no futuro, a criminalidade seria diminuída com a inexistência desses criminosos que jamais existiram. Parece estranho para você? Pois para mim parece.

Levitt, em Freakonomics, chega a  declarar que a diminuição da criminalidade em Nova York, nos anos 90, não foi obra do plano “Tolerância Zero”, do então Prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, mas sim, da legalização do aborto, pois com o aborto, deixaram de nascer boa parte filhos de moças solteiras, em muitos casos prostituídas ou drogadas, que nasceriam “destinados ao crime”.

Aqui há uma questão de lógica, se nos anos 90, do então Prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani elaborou o plano “Tolerância Zero”, foi porque a criminalidade em Nova York estava chegando a um patamar altíssimo e se isto estava ocorrendo como se pode falar que ela estava diminuindo?Isto é a inversão, ou melhor, a negação da lógica!

Taxa de criminalidade na Europa. Reparem que a Polônia, onde o aborto é crime, tem uma taxa de criminalidade menor do que o resto do leste europeu, que tem as maiores taxas de aborto.

Se o aborto reduzisse a criminalidade, as áreas onde são feitos mais abortos seriam as mais seguras. Na realidade, não é bem assim.

Aliás, nos Estados Norte americanos onde é alto o número de abortos, como Nova York e a Califórnia, também são altos o consumo de narcóticos e a taxa da criminalidade. Além disso, a ligação entre pobreza e crime é muito mais tênue do se imagina. Registros mostram que desigualdade de renda é mais importante que pobreza no aumento de crimes. Logo, uma indesejada criança pobre pode muito bem não nunca cometer um crime. Se a pobreza fosse diretamente relacionada com o crime, países como Bangladesh e Índia seriam campeões de crimes, mas na verdade possuem taxas inferiores as dos Estados Unidos. Portanto, para mitigar os crimes a sociedade precisa rever também sua cultura.

A taxa de homicídios praticados por adolescentes triplicou no primeiro grupo nascido depois da legalização do aborto. Como explicar isso? Se o aborto reduzisse os crimes, veríamos os crimes entre adolescente reduzidos a partir de 1987, mas é exatamente o contrário do que aconteceu. É óbvio, o crime entre jovens não triplicou por causa da legalização, o que na verdade explica esse aumento são uma série de fatores sociais muito mais complexos do que a questão do aborto.

No gráfico vemos que os homicídios entre adolescentes aumentaram depois da legalização, começando a subir em 1987, quando a primeira geração de nascidos após a legalização entrou na adolescência.

Por exemplo, quase 60% da queda nos assassinatos desde 1990 envolviam agressores com mais de 25 anos – indivíduos que nasceram antes da legalização. Como mostrado na figura abaixo, houve reduções substanciais durante os anos 1990 nos homicídios cometidos por grupos etários mais velhos, especialmente aqueles na faixa etária de 25-34 anos de idade.

O gráfico vemos que nos anos 90 pessoas com mais de 25 anos, e que portanto, não poderiam ter sido abortadas antes da legalização, apresentaram uma queda nos índices de crimes praticados. Logo, se o aborto fosse a causa da diminuição da violência, tais grupos não teriam queda alguma, comprovando que a legalização não influi na criminalidade.

Por fim, a hipótese de que crime é influenciado pelo aborto não pode explicar a grande queda nos assassinatos e em outros crimes violentos nos primeiros seis meses de 2009 (ápice da crise econômica) para os meses correspondentes de 2010. Na verdade, nada pode.

Em dezembro de 2008 houve um grande aumento no número de homicídios entre adolescentes negros, embora as mulheres negras tenham as maiores taxas de aborto , que são 3 vezes maiores do que as de mulheres brancas. Homicídios por negros entre as idades de 14 e 17  saltou 34% de 2000 a 2007, mesmo com o aborto legalizado. O número de crimes para os brancos na mesma faixa etária não aumentou.

Para que não reste nenhuma dúvida, no gráfico acima vemos a refutação cabal da ideia. Negros sofrem cerca de três vezes mais abortos do que os brancos, de modo que o “Efeito Legalização” deveria ter diminuido a criminalidade nos negros masculinos 14-17 anos se comparados com os brancos. Em vez disso, o oposto aconteceu no primeiro grupo nascido após a legalização.

Ao contrário do que é pregado religiosamente, não existem provas de que o aborto de fato diminua a violência. O livre o Freaknomics usa o exemplo da queda do crime em Nova York após a legalização, porém, as estatísticas mostram que o crime não diminuiu nas primeiras gerações afetadas pela legalização. Além do mais, a queda foi coincidente com políticas de segurança pública do prefeito republicano Rudolph Giuliani. A cerca de 2 anos atrás, um sociólogo mostrou que a queda da violência nas metrópoles ocorreu de forma parecida entre cidades onde o aborto era legalizado e não legazido. Logo, essa queda é debitada em fatores pertencentes a globalização.

Fontes:

http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/statesabrate.html

http://pricetheory.uchicago.edu/levitt/Papers/DonohueLevittTheImpactOfLegalized2001.pdf

Índices de mulheres mortas em decorrência de aborto. Reparem que Malta não legaliza o aborto e tem taxas quase iguais às dos seus vizinhos europeus que legalizam o ato.

Abaixo um estudo detalhado em inglês de dois economistas que refutam ponto a ponto a teoria de que o aborto diminui os crimes.

http://www.isteve.com/abortion.htm

 

6. Razões para o aborto – o culpado não é o estupro!

As estatísticas comprovam que mulheres que recorrem ao aborto tem maior chance de se suicidar, contrair doenças psicológicas, ter doenças ligadas aos orgãos reprodutivos e são mais propensas a ter um aborto involuntário no futuro.

Os pró-aborto alegam defender a escolha da mulher, mas menos de 2% dos abortos são feitos em decorrência de estupro. Todos sabem que muitas vezes a mulher, fragilizada, é obrigada pelo parceiro, pela família ou pelo trabalho a abortar.

O que uma lei é capaz de fazer é estipular uma pena para quem infringi-la e for pego. Só isso. O renomado economista Milton Friedmann, da Universidade de Chicado,  já fez estudos elaborados sobre a descriminalização de algumas atividades ( mais especificamente crimes ligados ao consumo de drogas), mesmo sendo a favor delas, reconheceu que é lógico que um ato legal seja mais justificado e praticado do que um ilegal.

7. “Não existe consenso na ciência sobre o assunto” ou “A vida do ser humano não começa na concepção” ou “A mulher tem direito sobre o próprio corpo”

“O desenvolvimento do embrião começa no estágio 1 quando o espermatozoide fertiliza óvulo e juntos se tornam um zigoto” (Marjorie England, professor da Faculdade de Medicina de Ciências Clínicas, Universidade de Leicester, Reino Unido). [1]

“O desenvolvimento humano começa depois da união dos gametas masculino e feminino durante um processo conhecido como fertilização (concepção). Fertilização é uma sequência de eventos que começa com o contato de um espermatozoide com um óvulo em sequência e termina com a fusão de seus núcleos e a união de seus cromossomos formando uma nova célula. Este óvulo fertilizado, conhecido como zigoto, é uma larga célula diplóide que é o começo, o primórdio de um ser humano” (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá). [2]

“Embrião: um organismo no estágio inicial de desenvolvimento; em um homem, a partir da concepção até o fim do segundo mês no útero” (Ida G. Dox, autora sênior de inúmeros livros de refência para médicos e cientistas, premiada, trabalhou na Escola de Medicina da Universidade de GeorgeTown). [3]

“Para o homem o termo embrião é usualmente restrigido ao período de desenvolvimento desde a fertilização até o fim da oitava semana da gravidez” (William J. Larsen, PhD, Professor do Departmento de Biologia Celular, Neurologia e Anatomia, membro do Programa de Graduação em Desenvolvimento Biológico do Colégio de Medicina da Universidade de Cincinnati) [4].

“O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual duas células altamente especializadas, o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher, se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto” (Dr. Jan Langman, MD. Ph.D., professor de anatomia da Universidade da Virgínia) [5].

“Embrião: o desenvolvimento individual entre a união das células germinativas e a conclusão dos órgãos que caracteriza seu corpo quando se torna um organismo separado…No momento em que a célula do espermatozóide do macho humano encontra o óvulo da fêmea e a união resulta num óvulo fertilizado (zigoto), uma nova vida começa…O termo embrião engloba inúmeros estágios do desenvolvimento inicial da concepção até o nona ou décima semana de vida” (Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia) [6].

“O desenvolvimento de um ser humano começa com a fertilização, processo pelo qual o espermatozóide do homem e o óvulo da mulher se unem para dar existência a um novo organismo, o zigoto” (Thomas W. Sadler, Ph.D., Departamento de Biologia Celular e Anatomia da Universidade da Carolina do Norte) [7].

“A questão veio sobre o que é um embrião, quando o embrião existe, quando ele ocorre. Eu penso, como você sabe, que no desenvolvimento, vida é um continuum…Mas penso que uma das definições usuais que nos surgiu, especialmente da Alemanha, tem sido o estágio pelo qual esses dois núcleos (do espermatozóide e do óvulo) se unem e as membranas entre eles se chocam” (Jonathan Van Blerkon, Ph.D., pioneiro dos procedimentos de fertilzação em vitro, professor de desenvolvimento molecular, celular da Universidade de Colorado, reconhecido mundialmente como o preeminente expert na fisiologia do óvulo e do espermatozóide) [8].

“Zigoto. Essa célula, formada pela união de um óvulo e um espermatozóide, representa o início de um ser humano. A expressão comum “óvulo fertilizado” refere-se ao zigoto” (Keith L. Moore, premiado professor emérito e cátedro da divisão de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto, Canadá; Dr. T.V.N. Persaud é professor de Anatomia e Chefe do Departamento de Anatomia, professor de Pediatria e Saúde Infantil, Universidade de Manitoba, Winnipeg, Manitoba, Canadá. Em 1991, recebeu o prêmio mais importante no campo da Anatomia, do Canadá, o J.C.B. Grant Award, da Associação Canadense de Anatomistas) [9].

“Embora a vida seja um processo contínuo, a fertilização é um terreno crítico porque, sob várias circunstâncias ordinárias, um novo, genéticamente distinto organismo humano é por isso mesmo formado…A combinação dos 23 cromossomos presente em cada pró-núcleo resulta nos 46 cromossomos do zigoto. Dessa forma o número do diplóide é restaurado e o gênoma embrionário é formado. O embrião agora existe como uma unidade genética” (Dr. Ronan O’Rahilly, professor emérito de Anatomia e Neurologia Humana na Universidade da Califórnia) [10].

“Quase todos animais maiores iniciam suas vidas de uma única célula: o óvulo fertilizado (zigoto)…O momento da fertilização representa o ponto inicial na história de uma vida, ou ontogênia, de um indíviduo” (Bruce M. Carlson, M.D, Ph.D., pesquisador professor emérito da Escola Médica de Desenvolvimento Biológico e Celular). [11]

“Deixe-me contar um segredo. O termo pré-embrião tem sido defendido enérgicamente por promotores da Fertilização In Vitro por razões que são políticas, não científicas. O novo termo é usado para prover a ilusão de que há algo profundamente diferente entre o que não-médicos biólogos ainda chamam de embrião de seis dias de idade e entre o que todo mundo chama de embrião de dezesseis dias de idade. O termo pré-embrião é usado em arenas políticas – aonde decisões são feitas para permitir o embrião mais novo (agora chamado de pré-embrião) de ser pesquisado – bem como em confinados escritórios médicos, aonde pode ser usado para aliviar preocupações morais que podem ser expostos por pacientes de fertilização in vitro. “Não se preocupe”, um médico pode dizer, “é apenas um pré-embrião que estamos congelando ou manipulando. Eles não se tornaram embriões humanos reais até que coloquemo-os de volta ao seu corpo” (Lee M. Silver, professor da célebre Universidade de Princeton no Departamento de Biologia Molecular e da Woodrow Wilson School of Public and International Affairs). [12]

“Desde a concepção a criança (1) é um organismo complexo, dinâmico e em rápido crescimento. Na seqüência de um processo natural e contínuo o zigoto irá, em aproximadamente nove meses, desenvolver-se até aos trilhões de células do bebê recém-nascido. O fim natural do espermatozóide e do óvulo é a morte, a menos que a fertilização ocorra. No momento da fertilização um novo e único ser é criado, o qual, embora recebendo metade dos seus cromossomos de cada um dos progenitores, é completamente diferente deles”. [13]

___________________________

[1] [England, Marjorie A. Life Before Birth. 2nd ed. England: Mosby-Wolfe, 1996, p.31]

 

[2] [Moore, Keith L. Essentials of Human Embryology. Toronto: B.C. Decker Inc, 1988, p.2]

 

[3] [Dox, Ida G. et al. The Harper Collins Illustrated Medical Dictionary. New York: Harper Perennial, 1993, p. 146]

 

[4] [Walters, William and Singer, Peter (eds.). Test-Tube Babies. Melbourne: Oxford University Press, 1982, p. 160]

 

[5] [Langman, Jan. Medical Embryology. 3rd edition. Baltimore: Williams and Wilkins, 1975, p. 3]

 

[6] [Considine, Douglas (ed.). Van Nostrand’s Scientific Encyclopedia. 5th edition. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1976, p. 943]

 

[7] [Sadler, T.W. Langman’s Medical Embryology. 7th edition. Baltimore: Williams & Wilkins 1995, p. 3]

 

[8] [Jonathan Van Blerkom of University of Colorado, expert witness on human embryology before the NIH Human Embryo Research Panel — Panel Transcript, February 2, 1994, p. 63]

 

[9] [Moore, Keith L. and Persaud, T.V.N. Before We Are Born: Essentials of Embryology and Birth Defects. 4th edition. Philadelphia: W.B. Saunders Company, 1993, p. 1]

 

[10] [O’Rahilly, Ronan and Müller, Fabiola. Human Embryology & Teratology. 2nd edition. New York: Wiley-Liss, 1996, pp. 8, 29. This textbook lists “pre-embryo” among “discarded and replaced terms” in modern embryology, describing it as “ill-defined and inaccurate” (p. 12}] [11] [Carlson, Bruce M. Patten’s Foundations of Embryology. 6th edition. New York: McGraw-Hill, 1996, p. 3]

 

[12] [Silver, Lee M. Remaking Eden: Cloning and Beyond in a Brave New World. New York: Avon Books, 1997, p. 39] [13] (Amicus Curiae, 1971 Motion and Brief Amicus Curiae of Certain Physicians, Professors and Fellows of the American College of Obstetrics and Gyneco1ogy, Supreme Court of the United States, October Term, 1971, No. 70-18, Roe v. Wade, and No. 70-40, Doe v. Bolton.)

Fonte: www.portalconservador.com

Comentários

5 Comentários

  1. Giovane disse:

    Trabalho perfeito! Parabéns pela maneira que foi abordado

  2. Stephanie disse:

    Olá, gostaria de sugerir, futuramente expansão do artigo, ou artigo próximo com as demais falácias mais recorrentes nos meios de militância. Listados como: Números de mulheres que vão a óbito devido à abortos clandestinos (números inventados e que não podem ser comprovados estatisticamente) primeiro porque se a mulher dá entrada no serviço de saúde ou IML a causa mortis deve ser passada à Polícia Civil para investigação e prisão de proprietários/atendentes das clínicas – visto ser atividade ilegal. Cadê os prontuários, laudos de IML e inquéritos das 200 mil/ano? NÃO TEM!

    Métodos anticoncepcionais falham! Fato, porém se a mulher combinar os métodos a possibilidade é pra lá de remota, me apresentem uma mulher que usa DIU, toma AC (pílula ou injetável) e usa preservativo (masculino ou feminino) que engravidou. Isso se chama responsabilidade reprodutiva.

    Casos de estupro: Seguindo a orientação padrão/legal após o fato a vítima registra Boletim de Ocorrência e tem serviço de saúde gratuito no Brasil – IML exame de corpo de delito + atendimento para receber a pílula do dia seguinte + coquetel HIV e mais qualquer atendimento necessário – não chega a evoluir a gestação para a necessidade de um aborto.

    Má formação fetal, atualmente temos novas perspectivas da dignidade humana de como viver com alguma síndrome e como são pessoas dignas e capazes apesar das limitações (as quais são comuns a todas as pessoas), “ah, mas ele vai sofrer” e quem não sofre nessa existência? Acabar com o sofrimento é base para a extinção de toda a humanidade – todos, sem exceção, num momento ou outro sofrem.
    Anencefalia, são conhecidos diagnósticos tais que permitindo-se a criança nascer, nasceu sem qualquer problema, o exame não é 100% infalível.

    Irresponsabilidade: A fila da adoção de recém nascidos no Brasil é gigantesca, basta conferir dados do CNJ, caso não tenha responsabilidade suficiente é mais digno entregar para que seja criado por uma família que o deseja e ama.

    GRAVIDEZ NÃO É PUNIÇÃO, é CONSEQUÊNCIA! Pule de um telhado e no mínimo vai quebrar o tornozelo, punição? Não, consequência, na vida real os atos são seguidos de conseqüências e com a informação que temos sobre nossa saúde reprodutiva e como lidar com a fertilidade, não há justificativa plausível que se defenda tirar uma vida gerada.

    Ah mas fiz tudo certinho para evitar uma gestação e numa hipótese remotíssima falhou! Isto entra na responsabilidade reprodutiva, pois é conhecida essa possibilidade, e mesmo assim se assumiu o risco.

    No Brasil, há assistência de saúde gratuita pelo SUS para o gestar/parir. E caso se opte pela entrega para a adoção, há todo acompanhamento necessário gratuitamente.

    Ah mas o pai não quer assumir, a mulher fica responsável por criar sozinha! NÃO, no Brasil quando há a solicitação para a inserção do nome do pai no registro do filho, automaticamente já é feito o ajuste de contribuição de alimentos e regulação de visitas automaticamente também, rápido e gratuito, não existe essa possibilidade de ele não querer ou recusar-se.
    Na gestação há também a pensão de alimentos gravídicos, então, não há esse desamparo todo.

  3. Aline disse:

    O aborto é um crime horrível, é uma das piores coisas que um ser humano pode fazer. Ninguém tem o direito de interromper uma vida.

  4. Cristiano Rodrigo disse:

    O texto é excelente e merece considerações adicionais a ele.

    * TODA clinica que realiza aborto é CLANDESTINA, pois age na ilegalidade.

    * Agir na ilegalidade fere a ética médica. Que confiança pode se ter em alguem que fere os principios éticos da profissão ?

    * Não há fontes seguras sobre indices de mortes em abortos realizados em clinicas com melhor ou pior estrutura. Portanto, não pode-se afirmar que ‘mulheres pobres que realizam aborto, tem mais mais chance de morrer do que mulheres ricas’.

    * Mas vamos supor que seja legalizando o aborto até 3 meses de gestação. Quem paga a conta ? As próprias mulheres ou o Estado ?

    * Legalizando o aborto ele passa a ser um negócio, um COMÉRCIO. Se hoje, o médico cometer um erro numa operação ilegal de aborto, como a mulher faz para denunciar se ela também está praticando um crime ? Ou seja, é provável que muitos casos de erros médico (e cobrança de indenizações por conta deles) em casos de aborto ilegais jamais venham a ser conhecidos publicamente. Mas, quando isso vira um negócio, as mulheres passam a ter direitos como qualquer consumidor e com isso aumenta a responsabilidade do médico. Mais responsabilidade, mais honorários serão cobrados. Alie isso a cobrança de tributos e a uma possivel crescimento de procura pelo ‘serviço’ (mais procura, maior preço – lei do mercado). Logo se tornará claro que os custos serão altíssimos. Nenhuma mulher pobre terá condições de arcar. E naturalmente, a clandestinidade continuará existindo e será a primeira opção da mulher pobre, o cenário para elas não muda em absolutamente NADA.

    * Mas e se o Estado bancar ? Bom, soa até como piada. Em um sistema de saúde publica que beira a falencia, é obvio que o impacto do fornecimento desse ‘serviço’ desastroso. Pacientes de cancer e doenças graves aguardam meses, quiça anos na fila de espera, que dirá então uma cirurgia de aborto ? Até chegar a vez, o moleque já estará se formando no ensino médio. Sem falar, que um estudo publicado na Public Health mostrou que apenas 17,5% dos médicos brasileiros estariam dispostos a realizar um aborto MESMO QUE ESTE SEJA LEGALIZADO !!! Ou seja, pensando bem essa cirurgia iria acontecer próximo da aposentadoria do ‘feto’ pelo INSS.

    Bom, isso tudo APENAS para refutar o argumento de que a legalização do aborto beneficiaria as mulheres pobres. Existe um arcabouço infindavel de argumentos sob a optica da filosofia e bioética que contrariam o aborto. Nem é necessário tocar no aspecto moral, apesar de ter sua importancia.

    Se quisermos ser mais objetivos, basta ressaltar que Hitler era um apologista do aborto. Para ele um aborto era bem visto desde que o ‘projeto’ ou a intenção fosse boa. Para Hitler a vida não era inegociável. E para os abortistas também não é.

    Se alguem quiser trocar mais ideia sobre o assunto pode mandar email, cristianorodrigomvd@gmail.com

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