10 atitudes de Mauricio Macri para livrar a Argentina da austeridade

24/12 – Desmantelou o Serviço de Comunicação Audiovisual, órgão argentino que no governo Kirchner era encarregado de silenciar e identificar mídias meramente “oposicionistas”, antirrevolucionárias, antibolivarianistas ou mais apropriado, de “extrema-direita”. Além do desolojamento do organismo, decretou a expulsão do país de seu presidente, Martin Sabbatella, cujo mandato se encerraria em 2017.

27/12 – Decretou uma remodelação nos programas de mídia do governo. O principal alvo inicial foi o canal comunista Telesur, projeto político criado por Hugo Chávez e Fidel Castro, cujo objetivo era de promover o “bom socialismo do século XXI”. Com a expulsão do canal, o novo ministro das Comunicações, Hernán Lombardi, afirmou que o objetivo essencial “é restaurar as mídias públicas da propaganda socialista”. O então presidente da agência estatal de telecomunicações, Norberto Berner, foi demitido.

04/01 – 380 médicos cubanos foram desabilitados de exercer a profissão no país. A argumentação, seguida por Macri e pelo ministro da saúde argentina, Jorge Lemus, é a de que não há necessidade de médicos estrangeiros e tampouco desejam continuar o “financiamento da ditadura castrista”.

Mauricio-Macri-Portal-Conservador

06/01 – Macri começa a demitir milhares de militantes contratados pelo governo Kirchner. É um processo que poderá envolver cerca de 60 mil pessoas da antiga administração. Assim que assumiu o governo, Macri demitiu 2 mil funcionários do Senado e mais de 600 do “Centro Cultural Kirchner”, uma casa que custou cerca de 850 milhões de reais. Macri reforça ainda que muitos são “funcionários fantasmas” – na Argentina são conhecidos como “nhoques”.

07/01 – O plano de desvalorização cambial empreendido por Macri está agradando muitos investidores internacionais, dentre eles o bilionário Paul Singer, líder do grupo de credores que sofreram calote argentino. O secretário de Finanças, Luis Caputo, viajará para Davos para participar do Fórum Econômico Mundial e se encontrar com Singer.

08/01 – Início da reformulação da agência nacional de estatísticas, com o objetivo de levantar a credibilidade do órgão, envolvida durante o governo Kirchner com a veiculação de informações falsas ao público. Os indicadores oficiais de inflação estão temporariamente indisponíveis.

11/01 – O avião oficial Tango-10 foi oficialmente aposentado. Enquanto procura por um jato menor, mais moderno (com menor consumo de combustíveis) e de preferência usado, o novo presidente viajará para Davos em um avião comercial. Será a primeira viagem oficial de Macri.

13/01 – A Argentina pode novamente ingressar no mercado internacional de crédito, depois que houver uma renegociação das dívidas. Desde o início de 2014 que a Argentina não tem acessos a financiamentos estrangeiros, e isso se deve a recusa do governo Kirchner em realizar uma parte dos pagamentos dos fundos credores, denominados “fundos abutres”, cujo valor remonta a US$ 1,3 bilhão, impostos por decisão da Justiça americana. Na constatação de Macri, “a dívida é um fator limitante ao crescimento do país”. Com o financiamento estrangeiro, será possível controlar as taxas de câmbio e aumenta as reservas do país.

14/01 – Como parte da nova política do governo Macri, a Argentina se compromete com o Brasil a reativar seus vínculos bilaterais, em temas relativos a indústria, setor energético, comércio, transporte e defesa, dentre outros.

15/01 – Macri doará seu salário de 4,4 mil dólares à mesma fundação de apoio aos pobres que já doava quando era prefeito de Buenos Aires. A fundação Margarita Barrientos alimenta cerca de 1.800 pessoas no bairro pobre Villa Soldati, que possuiu creche, posto de saúde, biblioteca, casa de idosos e dormitórios.

Escrito por João Cavalcanti.

Comentários

1 Comentário

  1. Antonio Locatelli disse:

    Parabéns aos hermanos que tiveram a competência e juizo de valor para eleger um bom governante. A nossa escolha foi a pior possível, e, por isso, vamos pagar muito caro por mais este equivoco histórico-politicio.

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