A escravidão da mulher

A maior vítima do mundo moderno – fruto das revoluções Industrial e Francesa – foi indubitavelmente a mulher. A nova sociedade burguesa, separando o local de trabalho do de moradia, não apenas forçou as mulheres a uma dupla jornada, como as tornou duplamente prisioneiras. A casa, não mais um local de produção como nas eras agrárias anteriores, tornou-se uma gaiola onde se condena as mulheres a passar a vida espanando, varrendo e cuidando de um espaço ínfimo e fechado. Ao mesmo tempo, as que foram forçadas ao trabalho externo – predominantemente nas classes baixas – passaram a ter de abandonar os filhos e o lar para ajudar o marido a levar pão para casa.

Esta situação insustentável durou da virada do século 19 a meados do século passado, gerando o feminismo, solução errada para um problema real. Mulheres de classe média, desinteressadas por homens ao ponto de adotar como lema “a mulher precisa de um homem tanto quanto um peixe de uma bicicleta”, as primeiras líderes feministas esforçaram-se não por reconstruir um espaço para o feminino no mundo, mas por masculinizar a mulher.

Sua tacanha visão burguesa, limitada ao exíguo lar de classe média, fê-las ver com inveja a dupla escravidão da mulher de classe baixa e instar suas seguidoras a lançar-se ao famigerado “mercado de trabalho”, adotando, elas também, a dupla jornada.

Conseguiram. Hoje não apenas se espera que a mulher pobre seja forçada a um emprego tão pouco recompensador quanto operar o caixa de um supermercado, como se faz o mesmo com a mulher de classe média. Desde cedo ela é incentivada a procurar uma profissão rentável, a tornar-se uma profissional independente.

Ora, é tão trágico que a mulher seja independente como que o homem o seja. Um depende do outro. A interdependência do matrimônio, já ferida pela sociedade burguesa ao arrancar o homem do lar para ir ganhar o seu pão longe dele, sofreu um golpe ainda mais feroz. E este golpe é ainda mais doloroso, por ir contra as lealdades naturais da mulher. Um homem suporta, a contragosto, separar-se da família por todo o dia. Para uma mulher, abandonar seus filhos é negar sua razão de ser.

Urge aproveitar as oportunidades geradas pela sociedade pós-industrial para recriar a forma natural de produção, em que cada lar é uma sociedade não apenas de vida, como de produção e comércio. Maridos e mulheres, trabalhando juntos e educando os filhos na sua profissão, formam uma microssociedade muito mais feliz e realmente independente que qualquer delírio feminista.

Escrito por Carlos Ramalhete.

Comentários

3 Comentários

  1. Leila disse:

    Eu sou mulher e não pretendo casar, nem ter filhos, amo estudar e ser independente, pq faz um bem pra mente evitando o mal de Alzheimer, pq se a mulher ficar presa dentro de casa naquela rotina de fazer a mesma coisa todos os dias, isso não faz bem para a mente, e sem falar cm os enormes casos de violência contra a mulher, a mulher deve colocar a profissão em primeiro lugar ao invés de querer ser dependente de homem e ter que aturar traição e violência.

    • Você com certeza tem menos de 30 anos. Depois que passa disso – quando geralmente a beleza da mulher começa a diminuir – a natureza cobra a ausência de filhos. Então, tenha cuidado para não virar titia e acabar morando com gatos.

    • Luis disse:

      E assim o gramscismo, via feminazismo, vai fazendo suas vítimas. O pensamento como o seu é a razão de toda a propaganda midiática que vende o homem como um “monstro”, que “naturalmente” seria um potencial espancador de mulheres. Assim, afasta-se um do outro. Os homens evitam as mulheres, que se tornaram egoístas, arrogantes e hipergâmicas ao extremo. As mulheres se convencem de que homens são “malvados” e “agressores”. Pronto, está plantada a derrocada do modelo familiar que foi o responsável pelo surgimento e sustentação da civilização ocidental. Antônio Gramsci agradece lá do inferno.

      De outro lado, quando o homem coloca a profissão em primeiro lugar, e se recusa a casar ou mesmo a assumir compromisso amoroso, é chamado de “infantil”, “inseguro”, “imaturo” e etc. e mulheres que antes vociferavam discursos como o seu, começam a reclamar que “falta homem no mercado”. Do ponto de vista das mulheres doutrinadas pelo feminazismo, só elas têm direito a escolher. O homem tem que “mostrar que é homem”, o que invariavelmente significa se sujeitar às vontades femininas, que muitas vezes incluem o casamento. Sem falar que hoje em dia, mulheres querem o casamento, mas não o matrimônio, ou seja, querem uma festa pomposa, uma igreja lindamente decorada, tudo com a finalidade de ostentar para as “amigas” e parentes na disputa pelo casamento mais bonito. Passada a festança, surgem os compromissos do dia a dia, a rotina e etc. Aí acaba o encanto, afinal, a mulher moderna tem o “direito de ser feliz”. Sendo assim, qualquer contrariedade natural da vida a dois que “ouse” ameaçar essa “felicidade” será motivo para divórcio e, claro, para culpar o marido. Se for o caso, basta apelar para uma mentira baseada na lei maria da penha. De qualquer forma, dê um print nesse seu comentário, e o guarde para quando surgir a vontade de casar daqui a uns anos talvez.

      Por fim, é bom aproveitar para desmascarar essa falácia de “violência contra a mulher”. Isso não existe. “Mas como assim?! Você está dizendo que não existem agressões contra mulheres?!”. Não, não é isso. O que não existe é agressão contra as MULHERES EM GERAL, ou seja, contra o GÊNERO FEMININO. Salvo exceções representadas por desequilibrados e psicopatas, nenhum desses homens que agrediu a namorada ou esposa o fez por causa do gênero da vítima. Quero ver provarem que qualquer um dos homens que agrediu a companheira o fez por ter “raiva” de mulheres. O sujeito se descontrolou, seja por bebida, ou por perturbação emocional, e, num momento de raiva daquela mulher especificamente, cometeu a agressão. É uma tremenda canalhice, financiada e incitada pelo feminazismo, colocar a questão em termos de gênero. E não é nenhuma surpresa que isso aconteça.

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